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Franquias em Dados

Anuário das franquias no Brasil 2026

O anuário reúne os 78 indicadores do observatório Franquias em Dados na edição de outubro de 2026, com 58.378 estabelecimentos ativos nas 509 redes medidas (ao menos 30 CNPJs), no cadastro da Receita Federal, de um universo de 2.037 redes acompanhadas.

Calculado em 30/10/2026

+16,0%O estoque das redes de franquia medidas variou +16,0% de mai/2023 a out/2026, com -1,6% no último ano, e 49,3% das redes cresceram
-19,0%Aberturas de CNPJ nas 509 redes de franquia medidas variam -19,0% em 12 meses até set/2026, e as baixas, +4,4%
72,8%72,8% das unidades das redes seguem ativas cinco anos após a abertura, contra 63,4% nas mesmas atividades

Capítulos

  1. O que o setor paga (16)
  2. Tamanho e presença (28)
  3. Regras e transparência (13)
  4. Onde ficam e quem opera as unidades (21)

O que o setor paga

Royalties representam 8,24% das despesas dos hotéis e 0,11% das dos supermercados

R$ 14,65 bi Gasto com royalties de marcas, patentes e franquias em sete blocos, IBGE 2024, série nova

Nas pesquisas econômicas estruturais do IBGE, as empresas informam ao Estado quanto pagam de royalties. A Pesquisa Anual de Comércio e a Pesquisa Anual de Serviços registram desde 2007 uma rubrica específica de gasto com royalties de marcas, patentes e franquias, o que permite medir a intensidade da cobrança setor a setor pelo lado de quem paga.

Em 2024, primeiro ano da série nova das duas pesquisas, a intensidade continuou a variar amplamente entre setores. As agências de viagens aparecem com 11,78%, nível próximo dos 12,01% de 2023, o que indica que o salto registrado naquele ano, de R$ 4,7 milhões em 2022 para R$ 911 milhões na mesma rubrica, não foi episódico, embora a causa siga sem identificação. Entre as demais atividades, os hotéis gastaram 8,24% de suas despesas com essa rubrica, os restaurantes 7,28%, as farmácias 3,72%, o comércio de vestuário 0,86% e os supermercados 0,11%. Somados, os sete blocos que acompanhamos gastaram R$ 14,65 bilhões em 2024, alta que se concentrou no atacado de produtos farmacêuticos e nos serviços auxiliares da agricultura, atividades em que a rubrica reflete sobretudo marcas e patentes.

A comparação com 2023 atravessa uma quebra de série declarada pelo IBGE, que mudou o critério de identificação das empresas ativas no cadastro da amostra e ampliou a cobertura na Região Norte. No recorte de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, usado aqui, o efeito tende a ser pequeno, mas não foi medido pelo IBGE. Nas farmácias, a passagem de 4,35% para 3,72% decorre sobretudo do crescimento do total de despesas, enquanto o gasto com royalties subiu menos. De 2007 a 2023, na série antiga, o gasto real das farmácias com royalties foi multiplicado por 9,5. Como a rubrica reúne royalties de marcas e patentes com os de franquia, esses percentuais devem ser lidos como limite superior do que o franchising cobra de cada setor.

Fonte: IBGE. Calculado em 18/10/2026. 35 atividades.

Royalty mediano em contrato de franquia registrado é de 5,5% sobre vendas ou receita bruta

5,5% Royalty mediano sobre vendas ou receita bruta em 573 processos de franquia registrados no INPI

O custo de ser franqueado é difícil de apurar com dado público, porque a circular de oferta de franquia é entregue ao candidato e não a um cadastro aberto. Os certificados de averbação do INPI são a exceção, já que trazem o percentual de royalty e a base de cálculo. Como um percentual só se compara a outro sobre a mesma base, o indicador apresenta uma mediana para cada base de cálculo, sem somá-las.

Sobre vendas ou receita bruta, em contratos de unidade fora da hotelaria, a mediana é de 5,5% em 573 processos de 43 redes, com primeiro quartil em 5% e terceiro quartil em 6%. O valor intermediário decorre de dois patamares, pois 68,1% dos processos declaram exatamente 5% ou 6%. A concentração do acervo pesa no resultado, porque Burger King, KFC e Pizza Hut reúnem 395 desses processos, e sem as três a mediana fica em 5%, em 178 processos. Por segmento, na mesma base, alimentação fica em 5% sobre 516 processos, educação e treinamento em 12% sobre 34 e serviços empresariais em 10% sobre 8.

As demais bases têm patamares próprios. A mediana é de 4% sobre receita de hospedagem, em 93 processos de hotelaria, de 6% sobre vendas ou receita líquida, em 74, e de 1% sobre faturamento sem qualificar, em 145, dos quais 118 são da Rio Doce. A taxa inicial de franquia tem mediana de US$ 45.000 em 593 contratos de unidade com valor em dólar, com metade dos casos entre US$ 15.000 e US$ 50.000, sem as taxas de máster franquia e de desenvolvimento.

Fonte: INPI. Calculado em 30/10/2026. 573 processos de 43 redes, nessa base de cálculo.

Registro de contrato de franquia no INPI caiu de 156 para 7

1.467 Processos de contrato de franquia registrados no INPI desde 1992

A averbação do contrato de franquia no INPI foi, por décadas, condição para remeter royalties ao exterior e para deduzir esses pagamentos do imposto de renda, o que transformou o instituto em um cadastro parcial do franchising internacional no Brasil. Desde 1992 o INPI registrou 1.467 processos de contrato de franquia e expediu 1.931 certificados, acervo restrito às redes que tinham motivo para requerer o registro.

Na série recente, os certificados expedidos caíram de 156 em 2023 para 48 em 2024, 23 em 2025 e 7 até setembro de 2026, movimento que acompanha duas mudanças legais. A Lei 14.286, de 2021, dispensou a averbação como condição para a remessa de valores ao exterior, e a Lei 14.596, de 2023, desvinculou a dedutibilidade fiscal do registro, de modo que a maior parte das redes deixou de ter motivo para procurar o instituto.

A composição do acervo explica por que ele nunca serviu de censo do setor. Franqueadores sediados nos Estados Unidos respondem por 69% dos processos, e algumas marcas concentram parcela relevante do volume, com Burger King em 253 processos, Rio Doce em 118 e KFC em 114, o que reflete redes que averbavam contrato a contrato, unidade por unidade, e não o tamanho relativo dessas redes no país.

Fonte: INPI. Calculado em 07/09/2026. 1.467 processos, 1.931 certificados.

Franqueadoras declararam R$ 603,4 milhões de royalties no Rio

R$ 603,4 mi Royalties e taxas de franquia declarados na Nota Carioca em 2025

O contrato de franquia é serviço tributável pelo ISS, e as franqueadoras declaram royalties e taxas ao município onde estão sediadas. Quase nenhuma prefeitura divulga esse dado. Entre as capitais, o Rio de Janeiro publica o código de franquia mês a mês na Nota Carioca, e Belo Horizonte publica a base de cálculo das notas fiscais no código de franquia, objeto de indicador próprio.

Em 2025 as franqueadoras sediadas na cidade declararam R$ 603,4 milhões nesse código, valor 54% maior que o de 2019 em reais correntes. Sobre essa base foram recolhidos R$ 12,5 milhões de ISS, razão de 2,07%, próxima da alíquota legal do serviço, de 2% desde 16 de dezembro de 2022. Nessa data entrou em vigor a Lei 7.706/2022, que incluiu a franquia entre as alíquotas específicas do Código Tributário Municipal (Lei 691/1984, art. 33, II, item 26). Até então valia a alíquota genérica de 5%.

A redução é condicionada. A base do setor precisa crescer 10% a cada cinco anos sobre o período de setembro de 2021 a agosto de 2022, corrigido pelo IPCA-e, e a alíquota volta a 5% se a condição não for cumprida. A base declarada passou de R$ 390,5 milhões em 2022 para R$ 531,6 milhões em 2023, primeiro ano inteiro com a nova alíquota, e o dado não permite atribuir essa alta à lei. De 2011 a 2022, sob a alíquota genérica, a razão entre imposto e base ficou entre 1,84% e 3,74%. A distância pode refletir o Simples Nacional, em que a empresa recolhe o ISS na guia única, as retenções em outro município e o intervalo entre a declaração e o pagamento. O dado não separa essas causas e não indica recolhimento a menor por qualquer empresa.

Fonte: Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro, Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Calculado em 30/10/2026. 15 anos.

Notas fiscais de franquia emitidas em Belo Horizonte somam R$ 110,7 milhões em 2024

R$ 110,7 mi Base de cálculo do ISS nas notas fiscais de serviço emitidas em Belo Horizonte no código 1708-0/01-88, franquia, em 2024

A franquia é serviço tributável pelo ISS, no subitem 17.08 da lista anexa à Lei Complementar 116, e o imposto é devido ao município onde a franqueadora está estabelecida. A Prefeitura de Belo Horizonte publica, em dados abertos, a base de cálculo e o número das notas fiscais de serviço emitidas mês a mês em cada código da sua tabela de tributação, e o código 1708-0/01-88 corresponde à franquia, com alíquota de 3%. O dado mostra quanto as franqueadoras estabelecidas na cidade faturam com o serviço de franquia, e não quanto as unidades franqueadas vendem no município.

A base de cálculo passou de R$ 42,6 milhões em 2020 para R$ 110,7 milhões em 2024, em 25.655 notas fiscais. De janeiro a novembro de 2025, somou R$ 137,3 milhões, 34,5% acima do mesmo período de 2024. A tabela do município tem também um código para o agenciamento, a corretagem e a intermediação de contratos de franquia, no subitem 10.04, que reúne a atividade de quem vende franquias de terceiros e somou R$ 70,7 milhões em 2024, com alta de 67,1% no período de 2025 disponível.

O indicador do Rio de Janeiro mede o mesmo subitem com outro conceito, o faturamento declarado na Nota Carioca, e os dois números não devem ser somados nem comparados diretamente. Juntas, as duas séries mostram a trajetória do faturamento das franqueadoras sediadas nas duas capitais que publicam o dado por código de serviço.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte. Calculado em 30/10/2026. 5 anos completos e 11 meses de 2025.

Investimento declarado por metro quadrado tem mediana de R$ 5.800 em 161 redes, de R$ 21.056 em unidades de até 15 m² a R$ 2.000 acima de 120 m²

R$ 5.800 Investimento declarado por metro quadrado, mediana de 161 redes com valor e área do mesmo modelo, leitura de 30 de outubro de 2026

O investimento inicial publicado por uma rede depende do tamanho da unidade, e a comparação entre redes pede um valor por área. O indicador divide o investimento declarado pela área mínima declarada, somente quando os dois números pertencem ao mesmo modelo de unidade, condição atendida por 161 das 267 redes que publicam os dois dados, em leitura de 30 de outubro de 2026. A mediana é de R$ 5.800 por metro quadrado, com metade das redes entre R$ 3.267 e R$ 12.500, para investimento mediano de R$ 250.000 e área mediana de 40 m².

O valor cai conforme a área aumenta, de R$ 21.056 nas unidades de até 15 m² para R$ 2.000 nas de mais de 120 m², já que o investimento mediano sobe, nessas faixas, de R$ 165.500 para R$ 490.000, em proporção menor que a área. Por segmento, a mediana vai de R$ 2.205 em educação a R$ 11.686 em alimentação, comércio e distribuição. Por categoria, 9 alcançam 5 ou mais redes, de R$ 2.500 em sorveteria a R$ 29.167 em bolos.

Fonte: Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 161 redes com investimento e área do mesmo modelo, de 267 que publicam os dois dados, leitura de 30 de outubro de 2026.

Taxa de franquia declarada tem mediana de R$ 40.000 e royalty de 5,25% sobre faturamento bruto, mas 1 de 115 categorias reúne 8 redes com royalty na mesma base

5,25% Royalty mediano declarado sobre faturamento bruto, em 75 redes, leitura de 30 de outubro de 2026

Taxa de franquia, royalty, fundo de propaganda, capital de giro, prazo de contrato e área mínima são declarados por parte das redes na própria página de franquia, sem obrigação legal de publicação. O indicador reúne esses valores por categoria de negócio, com mediana e quartis nas células com 8 ou mais redes, em leitura de 30 de outubro de 2026. No conjunto, a taxa de franquia tem mediana de R$ 40.000 em 298 redes, com metade entre R$ 25.250 e R$ 50.000, e a área mínima, de 40 m² em 313 redes, com metade entre 15 m² e 70 m². O capital de giro tem mediana de R$ 30.000 em 107 redes, com metade entre R$ 18.950 e R$ 55.000, e o prazo de contrato, de 5 anos em 47 redes, com primeiro e terceiro quartis iguais.

O royalty só tem mediana dentro de uma base de cálculo. Sobre faturamento bruto, é de 5,25% em 75 redes, com metade entre 5% e 6%, enquanto sobre compras é de 10% em 25 redes, com metade entre 6% e 16%, número que não se compara ao anterior porque incide sobre outra grandeza. Das 283 redes que informam o item, 46 declaram isenção e 42 cobram valor fixo, e 76 publicam percentual sem base nomeada ou com base própria, que não entra em mediana. O fundo de propaganda sobre faturamento bruto tem mediana de 2% em 40 redes, com metade entre 1,5% e 2%.

A separação por base limita o recorte por categoria. Só calçados alcança 8 redes com royalty na mesma base, 16% sobre compras ou custo do produto, em 9 redes, com metade entre 10% e 18%. Nas demais, a página de cada categoria informa quantas redes declaram isenção ou cobrança, quando a contagem é publicável, e remete à mediana do segmento na mesma base. Na taxa de franquia, 5 categorias alcançam o mínimo, de R$ 30.000 em moda íntima a R$ 55.000 em calçados, e na área mínima, 8. No capital de giro, 1 alcança o mínimo. No prazo de contrato, nenhuma alcança o mínimo.

Fonte: Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 8 categorias com ao menos uma célula de 8 redes, de 115, leitura de 30 de outubro de 2026.

Brasil adquiriu US$ 421,9 milhões em contratos de franquia do exterior de 2014 a 2018, 87% dos Estados Unidos

US$ 421,9 mi Aquisições de contratos de franquia de residentes no exterior registradas no Siscoserv de 2014 a 2018, código NBS 1.1110.30.00

O Siscoserv registrou, até o seu desligamento, as operações de serviços e intangíveis entre residentes no Brasil e no exterior, e suas estatísticas abrem o comércio de franquia por código da Nomenclatura Brasileira de Serviços e por país. A série publicada vai de 2014 a 2019 e está encerrada, porque o sistema foi desligado pela Portaria Conjunta nº 22.091, de 8 de outubro de 2020. O indicador é, portanto, um registro histórico do período, e o observatório não localizou outra fonte oficial aberta com valor específico de franquia nas transações com o exterior.

De 2014 a 2018, residentes no Brasil adquiriram do exterior US$ 421,9 milhões em contratos de franquia. O valor anual oscilou entre US$ 21,1 milhões em 2017 e US$ 125,3 milhões em 2018, sem tendência definida, e os Estados Unidos responderam por 87,3% do total. Na outra direção, as vendas somam no máximo US$ 15,9 milhões, de modo que o Brasil adquiriu pelo menos 26 vezes o que vendeu. Entre os demais países, a Suíça aparece com US$ 24,6 milhões em 2014 e a Alemanha com US$ 0,29 milhão em 2015, e as outras origens permanecem sob sigilo.

O ano de 2019 é apresentado à parte. A NBS 2.0 transformou a posição 1.1110, antes dedicada à transferência de tecnologia, em "Franquia", e o arquivo daquele ano traz US$ 14,6 milhões no código antigo e US$ 128,6 milhões no novo. Desse segundo valor, 69,1% têm o Japão como origem, país sem célula de franquia publicada de 2014 a 2018 e sem cedente em nenhum dos 1.467 processos de franquia do INPI. No mesmo ano, os subitens de tecnologia do Japão recuaram de US$ 239,4 milhões para US$ 14,3 milhões, o que indica que o código novo recebeu pagamentos de tecnologia. Sem o Japão, 2019 soma US$ 54,3 milhões, valor de referência e não de medição.

A comparação com as outras bases situa a ordem de grandeza. O INPI expediu 571 certificados de franquia com cedente no exterior de 2014 a 2018, período em que a averbação ainda condicionava a remessa, e 84,2% deles tinham cedente nos Estados Unidos, parcela próxima à do valor. Ano a ano, porém, certificados e dólares não caminham juntos, porque um certificado registra um ato e não o montante pago. Frente ao agregado de serviços de propriedade intelectual do Banco Central, de US$ 27,5 bilhões em despesas no mesmo período, as aquisições de franquia equivalem a 1,5%.

Fonte: MDIC, INPI, Banco Central do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 5 anos comparáveis, de 22 a 111 operadores por ano; 2019 em separado; série encerrada.

Menor investimento declarado por 813 redes tem mediana de R$ 180.000, com metade entre R$ 90.000 e R$ 300.000

R$ 180.000 Mediana do menor investimento inicial declarado por 813 redes, em leitura de 30 de outubro de 2026

O investimento inicial não consta de cadastro público, porque a Circular de Oferta de Franquia é entregue ao candidato e a lei não obriga a sua publicação. A fonte aberta disponível é a declaração de cada rede na própria página de franquia, lida em 30 de outubro de 2026. Das 1.789 redes com página lida, 836 publicam algum valor de investimento, e 813 permanecem na conta depois da revisão de valores atípicos. A mediana do menor valor declarado é de R$ 180.000, com primeiro quartil em R$ 90.000 e terceiro quartil em R$ 300.000, e 29,4% das redes declaram até R$ 100 mil, enquanto 8,4% declaram acima de R$ 500 mil.

Entre segmentos, a mediana vai de R$ 99.000 em serviços e outros negócios, com 209 redes, a R$ 570.000 em academias e esporte, com 24. Entre as 70 categorias de negócio com cinco ou mais redes, a mediana vai de R$ 22.450 em marketing digital a R$ 890.000 em escola.

A ABF trata como microfranquia o negócio de investimento inicial até R$ 135.000, patamar examinado no indicador sobre o teto da microfranquia. Entre as redes que publicam valor, 36,7% declaram piso até esse patamar, o que não as classifica como microfranquia, já que o piso costuma ser o menor modelo e a composição do valor varia. Pelo critério de três vezes o PIB per capita, que a mesma entidade informa usar e que daria R$ 179.062 com o dado de 2025, a parcela sobe para 49,4%. Das 26 redes que usam o termo microfranquia e publicam valor, 25 declaram piso até esse patamar.

Fonte: Redes de franquia, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 813 redes com investimento declarado, de 1.789 com página lida.

Contrato de franquia averbado no INPI tem prazo mediano de 9,5 anos, e 77,8% preveem pagamento em dólar

9,5 anos Prazo de vigência declarado, mediana de 623 contratos de franquia averbados no INPI

O certificado de averbação do INPI declara o prazo do contrato, a moeda de pagamento e os valores devidos ao franqueador, informações que a circular de oferta entrega apenas ao candidato. Nos 623 contratos com prazo em datas, a vigência mediana é de 9,5 anos, e metade deles fica entre 6,1 e 10,0 anos. A distribuição se concentra em dois patamares, 67,1% entre 8 e 10,5 anos e 24,2% até 5,5 anos, e apenas 1,3% ultrapassam 10,5 anos. Alimentação tem mediana de 9,9 anos, hotelaria de 9,2 e varejo de 5,0, este último determinado pelos 90 contratos da Rio Doce, em torno de cinco anos, sem os quais a mediana geral sobe para 9,8 anos.

O dólar aparece em 77,8% dos 1.068 processos com moeda declarada, em dólar puro (59,8%) ou em dólar e real (18,0%). A combinação das duas moedas surge em 2018 e passa a 42,7% dos processos de 2019 a 2023, contra 34,2% em dólar puro, mas 90,6% desses contratos são de KFC e Pizza Hut, e 21,9% deles mencionam o equivalente em reais de um valor fixado em dólar. O real responde por 17,0%, e 118 desses 182 processos são da Rio Doce. Entre cedentes europeus, 60,0% contratam na moeda do próprio bloco ou do país e 22,2% em dólar.

A taxa inicial só admite comparação dentro de uma moeda e em contratos de uma mesma natureza. Nos 593 contratos de unidade com taxa em dólar, a mediana é de US$ 45.000, com metade dos casos entre US$ 15.000 e US$ 50.000, e a mediana por rede, em que cada uma das 41 marcas conta uma vez, é de US$ 31.916. Por segmento, alimentação fica em US$ 45.000, pragas e limpeza em US$ 30.000, hotelaria em US$ 15.000 e educação em US$ 10.000. Dentro de uma rede o valor funciona como tabela, que varia com o ano do contrato e com o formato da loja. Em KFC, os contratos assinados em 2018 têm mediana de US$ 51.250 e os de 2023 de US$ 61.700, alta de 20,4% em dólar, com valor idêntico em todos os contratos de 5 dos 6 anos da série. Em Pizza Hut, o valor mais frequente é de US$ 13.550, em 44 contratos, e o menor, de US$ 5.000, aparece em 6 contratos, 5 deles identificados como quiosque. Em Burger King, a taxa de US$ 45.000 em 2010 passou a US$ 50.000 em 2013 e voltou a US$ 45.000 em 2023.

Fonte: INPI. Calculado em 30/10/2026. 623 processos com prazo, 1.068 com moeda, 593 com taxa inicial em dólar.

Retorno e faturamento anunciados pelas redes têm mediana de 19 meses e R$ 100.000 por mês, em anúncio comercial sem conferência

19 meses Mediana do prazo de retorno anunciado por 743 redes, em anúncio comercial sem conferência, em 30 de outubro de 2026

Parte das redes anuncia na página de franquia um prazo de retorno do investimento e um faturamento mensal, e esses números são anúncio comercial. Nenhuma base pública permite conferi-los, e o observatório não apura retorno, faturamento nem lucro de franqueados. O indicador descreve apenas o que as redes anunciam, em agregado, e não indica que uma franquia alcance esses valores.

Em leitura de 30 de outubro de 2026, 743 das 1.789 redes com página lida anunciam prazo de retorno, com mediana de 19 meses e metade entre 14 e 24 meses. Entre elas, 20,9% anunciam até 12 meses, 77,9% até 24 meses e 4,8% 36 meses ou mais. Por segmento, com dez ou mais redes por célula, a mediana anunciada vai de 15 meses em serviços e outros negócios a 24 meses em moda e acessórios.

O faturamento mensal entra na conta em 286 redes, com mediana de R$ 100.000 e metade entre R$ 60.000 e R$ 170.000, e vai de R$ 62.500 em alimentação, comércio e distribuição a R$ 122.500 em saúde, beleza e bem-estar. Faturamento não é lucro, e o valor anunciado não considera custos, royalties nem prazo de maturação da unidade.

Fonte: Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 743 redes com prazo de retorno e 286 com faturamento na conta, de 1.789 com página lida.

Royalty declarado nos sites tem mediana de 5,25% sobre faturamento bruto, e 16,3% das redes que informam o item declaram isenção

5,25% Royalty mediano declarado sobre faturamento bruto, em 87 redes, leitura de 30 de outubro de 2026

Os royalties aparecem na página de franquia de 18,2% das 1.789 redes lidas em 30 de outubro de 2026, e o fundo de propaganda em 14,6%, sempre como declaração da própria rede. Como percentuais sobre bases diferentes não podem ser somados, cada mediana fica dentro de uma só base nomeada. Sobre faturamento bruto, a mediana é de 5,25%, com primeiro quartil em 5% e terceiro quartil em 6%, em 87 redes. O fundo de propaganda é informado por 261 redes, das quais 23,8% declaram isenção e 11,1% valor fixo, e a mediana sobre faturamento bruto é de 2%, em 51 redes.

Das 326 redes que informam royalties, 68,7% declaram percentual, 16,3% isenção e 15,0% valor fixo, este com mediana de R$ 990 por mês. A isenção não significa ausência de remuneração da franqueadora, porque pode embutir margem sobre os produtos que ela fornece, e o site não permite separar essa margem. Por segmento, a parcela de isenção chega a 39,1% em educação, e em moda e acessórios 47,6% das redes declaram royalty sobre compras, base que remunera a franqueadora pelo volume adquirido e não pela receita do franqueado.

Nos contratos averbados no INPI, a mediana publicada no indicador de royalties em contratos é de 5,5% sobre vendas ou receita bruta, com quartis de 5% e 6% em 573 processos de 43 redes, fora da hotelaria, população distinta e concentrada em franqueadores estrangeiros. O confronto rede a rede não é publicado, porque apenas uma rede aparece nas duas bases com percentual comparável, abaixo do mínimo de cinco redes, de modo que a comparação vale apenas entre distribuições de populações diferentes.

Fonte: Redes de franquia, INPI. Calculado em 30/10/2026. 87 redes com percentual sobre faturamento bruto, de 326 que informam royalties.

Royalty mediano em contrato de franquia passou de 5% para 6% desde 2009, e sem KFC e Pizza Hut continua em 5%

5% para 6% Royalty mediano sobre vendas ou receita bruta, de 2009 a 2013 para 2019 a 2023, em 573 processos no INPI

O royalty declarado nos certificados do INPI permite acompanhar, pela primeira averbação de cada processo, se o percentual contratado mudou ao longo do tempo. Como bases de cálculo diferentes não podem ser somadas, a série usa apenas contratos de unidade sobre vendas ou receita bruta, fora da hotelaria, o que reúne 573 processos de 43 redes. A mediana foi de 5% de 2009 a 2013, 5% de 2014 a 2018 e 6% de 2019 a 2023, e 68,1% dos processos declaram exatamente 5% ou 6%.

A alta da mediana decorre da composição do acervo. KFC e Pizza Hut, ambas em 6%, entram nessa base em 2019 e respondem por 79,9% dos processos de 2019 a 2023. Sem as duas, a mediana permanece em 5% de 2009 a 2013 e em 5% de 2019 a 2023. Das 9 redes com cinco ou mais processos nessa base e presença em dois ou mais períodos, 7 mantêm a mesma mediana, com Burger King em 5%, KFC em 6%, Pizza Hut em 6%, Outback em 4%, Dale Carnegie em 12%, Taco Bell em 6%, Applebee's em 4%, e as demais variam até 0,5 ponto percentual, com TGI Fridays de 3,25% para 3,625% e Olive Garden de 5% para 5,5%. No mesmo processo, 18 dos 266 com mais de um certificado alteraram o percentual, 14 para baixo e 4 para cima.

Por país, somente Estados Unidos, Reino Unido e Brasil alcançam cinco processos nessa base, com medianas de 5,5% em 546 processos, 5% em 12 e 2,625% em 6, e os demais países somados ficam em 10%, em 9 processos. Os cedentes de fora dos Estados Unidos passaram de 5% de 2009 a 2013 para 4,5% de 2019 a 2023, sem a alta observada no conjunto. Por segmento, alimentação fica em 5%, com 516 processos, e educação e treinamento em 12%, com 34. O movimento distinto está em outra base, a de receita de hospedagem, cuja mediana caiu de 4% de 2009 a 2013 para 3% de 2019 a 2023, com Wyndham, a maior rede dessa base, de 4% para 3%.

Fonte: INPI. Calculado em 30/10/2026. 573 processos de 43 redes, com base em vendas ou receita bruta.

Taxa de franquia equivale a 20,1% do investimento declarado e capital de giro a 15,0%

20,1% Taxa de franquia como parcela do menor investimento declarado, mediana de 220 redes em que a composição é comparável, em 30 de outubro de 2026

O investimento que as redes publicam não tem composição uniforme, e a comparação entre os itens só é possível onde a própria página permite. Em 30 de outubro de 2026, 220 redes publicam investimento e taxa de franquia de forma comparável, e a taxa equivale, na mediana, a 20,1% do menor investimento declarado, com metade entre 13,7% e 31,1% (intervalo de 95% da mediana de 19,0% a 21,9%). Nas 73 redes em que o texto indica que o total inclui a taxa, a mediana é de 20,1%. A parcela diminui com o tamanho do investimento, de 40,0% nas redes de até R$ 100 mil para 10,3% nas de mais de R$ 400 mil, efeito em parte aritmético, porque a taxa mediana sobe menos, de R$ 25.000 para R$ 60.000, enquanto o denominador se multiplica. O capital de giro, em 79 redes, equivale a 15,0%, com metade entre 12,1% e 21,1%. Nas 18 em que o texto indica que o total inclui o capital de giro, é de 15,2%.

O investimento por área não entra nesta composição e consta do indicador de investimento declarado por metro quadrado, que exige investimento e área do mesmo modelo de unidade.

O fundo de propaganda aparece em 260 redes, das quais 169 cobram percentual, 62 declaram isenção e 29 cobram valor fixo. Sobre o faturamento, a mediana é de 2% em 70 redes, e a soma com o royalty na mesma base tem mediana de 7% em 57. O prazo de contrato consta em 52 redes, com mediana de 5 anos e 71,2% delas em 5 anos.

O registro público oferece uma conferência de ordem de grandeza. Em 199 redes medidas, o investimento declarado e o capital social mediano das empresas franqueadas têm correlação de postos de 0,53 (intervalo de 0,42 a 0,63), e o capital social equivale, na mediana, a 0,33 vez o menor investimento.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 220 redes com taxa de franquia e 79 com capital de giro, de 1.789 com página lida.

Sobrevivência em 5 anos tem mediana de 90,0% nas redes com investimento declarado acima de R$ 400 mil e de 68,8% nas de até R$ 100 mil, associação que persiste com segmento e idade da rede controlados, sem relação robusta com o crescimento

18,6 pontos Diferença na sobrevivência em 5 anos entre redes com investimento declarado acima de R$ 400 mil e de até R$ 100 mil, com segmento, ano e idade igualados, em 8.997 CNPJs de matriz, associação sem indicação de causa

O investimento inicial é declaração da rede, e a duração das unidades consta do registro público, de modo que a relação entre os dois só aparece no cruzamento das fontes. O indicador compara o menor investimento que cada rede declara hoje na própria página com o destino das matrizes atribuídas a ela e abertas de 2015 a 2020, em 164 das 509 redes medidas e 8.997 unidades (CNPJs), na competência de outubro de 2026.

A sobrevivência em 5 anos, medida pela ausência de baixa, tem mediana entre redes de 68,8% nas que declaram até R$ 100 mil, 73,3% de R$ 100 mil a R$ 200 mil, 83,8% de R$ 200 mil a R$ 400 mil e 90,0% acima de R$ 400 mil. Com segmento, ano de abertura e idade da rede igualados, a diferença entre as faixas extremas é de 18,6 pontos percentuais (intervalo de 95% de 11,6 a 28,5), e cada duplicação do investimento corresponde a uma razão de chances de sobreviver de 1,29 (intervalo de 95% de 1,16 a 1,44). A correlação de postos entre redes é de 0,46 (intervalo de 0,32 a 0,58), e, dentro dos segmentos, de 0,47, com p inferior a 0,001 em teste de permutação. A relação é uma associação e não estabelece causa, porque o investimento acompanha porte da unidade, formato e capital do franqueado, e o dado não separa esses fatores.

O crescimento não acompanha essa relação. A taxa anual mediana de CNPJs ativos entre 2023 e 2026 é de 5,3% na faixa mais baixa e de 5,5% na mais alta, a correlação de postos é de 0,10 (intervalo de -0,04 a 0,23) e o coeficiente controlado, de 1,67 ponto percentual por duplicação do valor (intervalo de -0,24 a 3,58), inclui o zero. A razão entre aberturas e baixas de 2021 a 2025 também sobe com o investimento, de forma estatisticamente sustentada.

Royalties e isenção de royalties não têm amostra suficiente para conclusão. Há 25 redes com royalty percentual sobre faturamento e unidades suficientes na coorte, e 15 com isenção declarada, e os intervalos incluem tanto efeitos relevantes quanto a ausência de efeito.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 8.997 unidades (CNPJs de matriz) de 164 redes medidas com investimento declarado, abertas de 2015 a 2020.

Prazo anunciado e permanência: sobrevivência em 5 anos tem mediana de 70,6% nas redes que anunciam retorno em até 18 meses e de 85,7% nas que anunciam mais de 24 meses, relação que não se distingue de zero com o investimento controlado

13,5 pontos Diferença na sobrevivência em 5 anos entre redes que anunciam mais de 24 meses de retorno e até 18 meses, com segmento, ano e idade igualados, em 7.310 CNPJs de matriz, relação que não se distingue de zero com o investimento controlado

Prazo de retorno e faturamento são anúncio comercial, e nenhuma base pública permite conferi-los unidade a unidade. O observatório não mede se o prazo anunciado foi cumprido. O registro público permite examinar, em agregado, o destino das unidades das redes que anunciam cada faixa, e o indicador cruza a declaração lida em 30 de outubro de 2026 com as matrizes abertas de 2015 a 2020, na competência de outubro de 2026.

Em 146 redes medidas e 7.310 unidades (CNPJs), a sobrevivência em 5 anos tem mediana entre redes de 70,6% nas que anunciam retorno em até 18 meses, 85,7% nas de 19 a 24 meses e 85,7% nas de mais de 24 meses. Com segmento, ano de abertura e idade da rede igualados, a diferença entre os extremos é de 13,5 pontos percentuais (intervalo de 95% de 7,0 a 20,1), e cada seis meses a mais no prazo anunciado correspondem a uma razão de chances de 1,46 (intervalo de 1,28 a 1,66). A taxa de baixa tem mediana de 7,8 baixas por 100 estabelecimentos-ano no prazo mais curto e de 4,5 no mais longo, embora essa relação perca significância com o investimento controlado (intervalo do coeficiente de -0,037 a 0,010).

A relação não se distingue de zero com o investimento controlado. Prazo anunciado e investimento declarado têm correlação de postos de 0,62, e, com os dois na mesma regressão, em 118 redes, a razão de chances por seis meses passa de 1,40 para 1,14 (intervalo de 0,97 a 1,35) e o intervalo passa a incluir o efeito nulo. Dentro de cada faixa de investimento, as correlações de postos entre prazo e sobrevivência são de 0,23, 0,25 e 0,05, todas com intervalo de 95% que inclui zero. A relação é associação, sem indicação de causa, e não significa que um prazo curto anunciado reduza a duração de uma unidade.

O faturamento anunciado não sustenta conclusão sobre a sobrevivência em 5 anos, e por isso as faixas não são publicadas. São 56 redes com unidades suficientes na coorte, e os testes divergem, com razão de chances de 1,20 por duplicação do valor sem controles (intervalo de 0,90 a 1,60), de 1,32 com controles (intervalo de 1,04 a 1,68), de 1,07 com o investimento na mesma regressão (intervalo de 0,63 a 1,81) e p de 0,116 na permutação dentro do segmento. A taxa de baixa de 2021 a 2025 recua com o faturamento anunciado, com mediana de 9,2 baixas por 100 estabelecimentos-ano na faixa mais baixa e de 2,7 na mais alta, em 80 redes, relação que resiste à correção pelo número de testes e permanece com o investimento controlado.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 7.310 unidades (CNPJs de matriz) de 146 redes medidas que anunciam prazo de retorno, abertas de 2015 a 2020.

Tamanho e presença

Faturamento das franquias equivale a 2,37% do PIB nominal de 2025

2,37% Faturamento do franchising em 2025 sobre o PIB nominal do ano, ante 2,32% em 2024

O faturamento anual divulgado pela ABF é o número mais citado do setor e é publicado em reais correntes, sem referência ao tamanho da economia, o que dificulta avaliar se o franchising cresceu mais ou menos que a economia. Dividimos esse valor pelo PIB nominal do mesmo ano e publicamos a razão, com a ressalva de que o numerador é levantamento amostral da entidade e o denominador é conta nacional do IBGE, duas naturezas de dado distintas.

A ABF divulgou faturamento de R$ 301,7 bilhões para o franchising brasileiro em 2025. O PIB nominal do país no mesmo ano foi de R$ 12,74 trilhões, segundo o IBGE, o que resulta em uma razão de 2,37%. Em 2024 a mesma conta dava 2,32%, de modo que a razão subiu pouco mais de cinco centésimos de ponto em um ano.

A utilidade da razão está em colocar numerador e denominador na mesma moeda do ano. Como faturamento é receita bruta somada e PIB é valor adicionado, ela indica ordem de grandeza e não a contribuição do setor à produção do país. A razão tampouco separa inflação de crescimento real, e informa apenas se o faturamento divulgado cresceu mais ou menos que a economia em valores correntes. A associação divulga o crescimento em termos nominais, sem deflacionar, e em ano de inflação alta parte do avanço anunciado é variação de preços; a leitura em volume exigiria um deflator próprio do setor, que não existe.

Fonte: ABF, Associação Brasileira de Franchising, IBGE. Calculado em 06/09/2026. 13 anos.

A classe CNAE das franqueadoras tem 9.282 unidades locais em 2024

9.282 Unidades locais na classe CNAE 77.40-3 em 2024, com 38.625 pessoas ocupadas

Não existe cadastro público de franqueadoras no Brasil, e o registro administrativo mais próximo disso é uma classe da Classificação Nacional de Atividades Econômicas. A classe 77.40-3 reúne a gestão de ativos intangíveis não financeiros, na qual a classificação nacional enquadra a venda e o licenciamento de franquias, e por isso funciona como retrato administrativo do lado franqueador do setor, contado pelo IBGE com o mesmo método aplicado a qualquer outra atividade.

Em 2024 essa classe tinha 9.282 unidades locais e 38.625 pessoas ocupadas, contingente 19% maior que o de 2022, o que indica crescimento expressivo da estrutura administrativa das redes no período. A distribuição geográfica é concentrada, já que o estado de São Paulo responde por 36,8% das unidades locais, os dez maiores municípios somam 45,5% e as 27 capitais chegam a 47,6%.

No detalhe municipal, a cidade de São Paulo tem 1.474 unidades locais da classe, o Rio de Janeiro 632, Belo Horizonte 629, Curitiba 331 e Barueri 184, esta última um município de porte médio que figura na lista por concentrar sedes administrativas na região metropolitana de São Paulo, e não por ser origem das redes ali registradas.

Fonte: IBGE, Receita Federal do Brasil. Calculado em 07/09/2026. 27 estados, 979 municípios.

Abertura de estabelecimentos na classe CNAE das franqueadoras chega a 1.500 em 2025, 4,6 vezes a de 2010

1.500 Estabelecimentos abertos em 2025 com a classe CNAE 77.40-3, onde a classificação situa a venda e o licenciamento de franquias, como atividade principal

O cadastro do CNPJ registra a data de abertura e, quando é o caso, a data da baixa de cada estabelecimento, inclusive dos que já encerraram as atividades. O indicador acompanha com essas datas a classe 77.40-3 da classificação nacional de atividades econômicas, gestão de ativos intangíveis não financeiros, onde a classificação situa a venda e o licenciamento de franquias, e um segundo recorte, o das empresas cuja razão social se declara franqueadora.

As aberturas na classe passaram de 325 em 2010 para 1.500 em 2025, depois do pico de 1.501 em 2024. O ritmo acelerou a partir de 2019, quando o número superou mil pela primeira vez (1.017), e de novo em 2021 (1.214). As baixas cresceram mais depressa, de 35 para 561, e a relação entre aberturas e baixas caiu de 9,3 para 2,7. Hoje há 10.415 estabelecimentos ativos na classe.

Entre as empresas que se declaram franqueadoras na razão social, as aberturas foram de 207 em 2010 para 873 em 2025, e 5.755 estão ativas. Os dois recortes se sobrepõem em parte, porque muitas franqueadoras não usam a classe 77.40-3 como atividade principal, como mostra o perfil das franqueadoras, e o número de unidades locais da classe no Cadastro Central de Empresas serve de referência para o estoque.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 10.415 estabelecimentos ativos na classe 77.40-3, 2010 a 2025.

Menos da metade das franqueadoras tem a classe CNAE das franqueadoras como atividade principal

47,8% Parcela das 607 franqueadoras ativas que publicam o CNPJ com a classe 77.40-3 como atividade principal no cadastro

A classe 77.40-3 da classificação nacional de atividades econômicas, gestão de ativos intangíveis não financeiros, é onde a classificação situa a venda e o licenciamento de franquias, e as estatísticas oficiais do setor partem dela, como o número de unidades locais da classe no Cadastro Central de Empresas. O indicador verifica quanto das franqueadoras efetivamente está nessa classe, a partir do CNPJ que cada rede do universo do observatório publica no próprio site.

Das 607 franqueadoras ativas com CNPJ publicado, 47,8% têm a classe 77.40-3 como atividade principal e 70,0% a têm como principal ou secundária. As demais declaram outra atividade, sobretudo comércio varejista (16,0%) e outras atividades (10,5%), em geral a mesma das unidades ou a da fábrica que abastece a rede. Estatísticas baseadas só na classe deixam de fora, portanto, cerca de um terço das franqueadoras.

O cadastro também descreve as empresas. 87,5% são sociedades limitadas, 11,5% são sociedades anônimas e 53,2% estão fora dos portes de microempresa e de empresa de pequeno porte. A idade mediana do cadastro é de 9 anos, e 44,2% das franqueadoras têm sede no estado de São Paulo.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 607 franqueadoras ativas.

Classe CNAE das franqueadoras paga salário médio de 5,2 salários mínimos, quase o dobro do conjunto das empresas

5,2 Salário médio mensal, em salários mínimos, dos assalariados das unidades locais da classe CNAE 77.40-3 em 2024

O Cadastro Central de Empresas do IBGE informa, para cada classe da classificação nacional de atividades econômicas, o número de unidades locais, o pessoal assalariado e os salários pagos. O indicador lê esses números para a classe 77.40-3, gestão de ativos intangíveis não financeiros, onde a classificação situa a venda e o licenciamento de franquias, e os compara com o conjunto do cadastro.

Em 2024, a classe somava 23.477 assalariados, contra 17.439 em 2022, e pagou R$ 2,17 bilhões em salários e outras remunerações. O salário médio mensal foi de 5,2 salários mínimos, R$ 7.337, 1,9 vezes o do conjunto do cadastro, de 2,8 salários mínimos. A diferença acompanha a escolaridade, já que 32,6% dos assalariados da classe têm superior completo, contra 14,7% no conjunto das entidades empresariais, e as mulheres são 57,1% dos assalariados.

Os números descrevem a sede e as equipes das franqueadoras, e não os empregos das unidades franqueadas, que ficam registradas nas atividades de cada negócio, como alimentação, varejo e serviços. A contagem de unidades locais da classe e o perfil das franqueadoras mostram o alcance e o limite da classe como retrato do setor.

Fonte: IBGE. Calculado em 30/10/2026. 23.477 assalariados em 9.282 unidades locais, 2022 a 2024.

122 das 509 redes medidas estão em 20 estados ou mais, e a rede típica tem 61 estabelecimentos

122 Redes medidas com estabelecimento ativo em 20 estados ou mais, entre as 509 com pelo menos 30 estabelecimentos no cadastro

O cadastro do CNPJ permite descrever o tamanho observado de cada rede de franquia pelo número de estabelecimentos ativos com a marca no nome fantasia e o alcance territorial pelo número de estados em que esses estabelecimentos estão. O indicador aplica as duas medidas às 509 redes que têm o bloco da Receita Federal na ficha do observatório, isto é, as que somam pelo menos 30 estabelecimentos identificados.

A rede típica tem 61 estabelecimentos ativos em 14 estados. A maior parte do conjunto está na faixa de 30 a 99 estabelecimentos, com 374 redes, e só 4 ultrapassam mil. O alcance é amplo mesmo entre as menores, já que 257 redes estão em 10 a 19 estados e 122 em 20 ou mais, enquanto 69 concentram 70% ou mais dos estabelecimentos num só estado.

Entre os segmentos, educação tem a maior mediana de estados, 18, e alimentação a menor, 11.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes com pelo menos 30 estabelecimentos.

As cinco maiores redes de franquia somam 14,5% das unidades medidas

14,5% Parcela das 58.378 unidades ativas das 509 redes medidas que pertence às cinco maiores redes

A contagem de unidades de cada rede no cadastro do CNPJ permite medir quanto do total está nas maiores redes de cada segmento. O indicador usa duas medidas comuns na análise de concentração, a parcela das maiores redes e o índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), que soma os quadrados das parcelas e vai de perto de zero, quando há muitas redes de tamanho parecido, a 10.000, quando uma só rede tem todas as unidades.

No conjunto das 509 redes medidas, a maior tem 5,6% das unidades e as cinco maiores somam 14,5%. O HHI de 85 equivale a um conjunto de cerca de 118 redes de mesmo tamanho. A mediana é de 61,0 unidades por rede.

Em seis dos sete segmentos com ao menos dez redes, a maior rede tem de 5,2% a 16,0% das unidades. A exceção é alimentação, comércio e distribuição, em que Cacau Show reúne 53,4% das unidades e o HHI chega a 3.007. O segmento menos concentrado é serviços e outros negócios, com 132 redes, as cinco maiores somando 19,1% e HHI de 151. Turismo e hotelaria tem menos de dez redes medidas, e os números desse segmento são indicativos.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.378 unidades ativas.

Redes de franquia abriram 2,1 estabelecimentos para cada baixa em 2025

2,1 Aberturas por baixa de estabelecimento em 2025 nas 509 redes medidas, a menor razão desde 2015

A base de dados abertos do CNPJ registra a data de início de atividade de cada estabelecimento e a data em que ele foi baixado, o que permite acompanhar, rede a rede, o fluxo de abertura e de encerramento dos estabelecimentos que usam a marca no nome fantasia. O indicador soma esse fluxo nas 509 redes de franquia que têm ficha no observatório com o bloco da Receita Federal, dentro dos CNAEs esperados para cada negócio, de 2015 a 2025.

Em 2025 essas redes abriram 7.466 estabelecimentos e baixaram 3.624, o que corresponde a 2,1 aberturas para cada baixa, a menor razão da série. As aberturas recuaram em relação ao pico de 8.202 registrado em 2024, enquanto as baixas atingiram o maior número dos onze anos medidos, depois de subirem de 1.328 em 2015 para 3.624 em 2025. De 2015 a 2024 a razão oscilou entre 2,4 e 3,0, com a máxima em 2016, quando as aberturas passaram de 3.599 para 3.714.

A diferença entre os segmentos é ampla. Academias e esporte abriu 518 estabelecimentos e baixou 49 em 2025, razão de 10,57, ao passo que educação ficou em 1,38 e moda e acessórios passou de 2,34 em 2024 para 1,54 em 2025. Em turismo e hotelaria, com 6 redes medidas, aberturas e baixas se igualaram em 29.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 2015 a 2025.

Redes de franquia levam 5,6 anos, em mediana, da segunda à décima unidade

5,6 Anos entre a abertura da segunda e a da décima unidade, mediana das 387 redes com 30 ou mais unidades ativas e primeira abertura registrada desde 1990

O cadastro do CNPJ guarda a data de abertura de cada estabelecimento, inclusive dos que já encerraram as atividades. Ordenadas essas datas, cada rede tem a sua sequência de aberturas, e o intervalo entre uma unidade e outra mede o ritmo de expansão. O indicador calcula esse intervalo para as redes medidas pelo observatório e o resume em marcos de 10, 30 e 100 unidades.

Nas 387 redes com 30 ou mais unidades ativas cuja primeira abertura registrada é de 1990 em diante, a mediana é de 5,6 anos da segunda à décima unidade e de 2,8 anos da décima à trigésima, o que mostra aceleração depois das primeiras dez unidades. Da trigésima à centésima, marco que 184 dessas redes já alcançaram, a mediana é de 7,0 anos. Entre os segmentos com ao menos dez redes, o intervalo da segunda à décima unidade vai de 4,3 anos em alimentação, comércio e distribuição a 6,8 anos em academias e esporte.

O tempo até a décima unidade diminui de uma geração de redes para a seguinte. Considerando as 1.616 redes com contagem da Receita e primeira unidade desde 1990, inclusive as menores, a mediana passa de 19,0 anos nas redes cuja primeira unidade abriu de 1990 a 1994 para 9,5 anos nas de 2015 a 2019. Nas redes com 30 ou mais unidades a queda é maior, de 15,0 para 4,1 anos, porque o piso de unidades favorece as redes recentes que cresceram depressa. Na geração de 2015 a 2019, 63,4% das redes com 30 ou mais unidades chegaram à décima em até cinco anos, contra 23,9% no conjunto de todas as redes.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 387 redes medidas e 1.616 na comparação com todas as redes, primeira unidade desde 1990.

Redes de franquia medidas têm estabelecimento em 45,5% dos municípios, onde vivem 88,0% da população

45,5% Parcela dos 5.571 municípios com ao menos um estabelecimento ativo das 509 redes medidas

O município de cada estabelecimento no cadastro do CNPJ permite medir até onde as redes de franquia chegam. O indicador conta os estabelecimentos ativos das 509 redes medidas pelo observatório em cada um dos 5.571 municípios e cruza o resultado com a população estimada pelo IBGE para 2025.

Há ao menos um estabelecimento das redes em 2.537 municípios, 45,5% do total, onde vivem 88,0% da população. A presença acompanha o porte do município. Entre os municípios de até 5 mil habitantes, 5,3% têm algum estabelecimento das redes. Na faixa de 20 mil a 50 mil, a parcela chega a 82,1%, e todos os 48 municípios com mais de 500 mil habitantes têm estabelecimento, com mediana de 167 redes presentes em cada um.

A densidade também varia entre os estados. O país tem 27,4 estabelecimentos das redes por 100 mil habitantes. Distrito Federal lidera, com 61,7, seguido de Mato Grosso, com 42,8, e Ceará tem a menor densidade, com 13,3.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.378 estabelecimentos, 5.571 municípios.

Municípios mais ricos têm 5,6 vezes mais estabelecimentos das redes por habitante que os mais pobres

5,6 vezes Razão entre os estabelecimentos das redes medidas por 100 mil habitantes no quinto mais rico e no quinto mais pobre dos municípios, por PIB por habitante

O indicador ordena os municípios pelo PIB por habitante e os agrupa em cinco faixas com população aproximadamente igual, cada uma com cerca de um quinto dos brasileiros, e mede em cada faixa quantos estabelecimentos ativos das 509 redes medidas pelo observatório existem por 100 mil habitantes.

A presença cresce com a renda do município até o quarto quinto e se estabiliza no último. No quinto de menor PIB por habitante, formado por 2.117 municípios, há 6,9 estabelecimentos por 100 mil habitantes, e só 31,2% dos municípios têm algum. No segundo quinto a densidade sobe para 22,1, no terceiro para 31,6, e nos dois quintos de maior renda fica em 37,9 e 38,6.

A distribuição complementa a presença das redes nos municípios por porte e a interiorização das aberturas.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, municípios agrupados em quintos de população.

Onde estão as redes de franquia, por 100 mil habitantes

38% Fatia máxima das unidades em São Paulo, estado com 21,6% da população do país

Sete redes publicam em seus próprios sites, em formato aberto e legível por máquina, o endereço de todas as suas unidades, o que permite calcular densidade por estado sem depender de número agregado declarado. Dividimos as unidades de cada rede em cada unidade da federação pela população estimada e chegamos a unidades por 100 mil habitantes, medida que corrige o efeito de escala dos estados mais populosos e indica a presença de cada rede em relação à população.

O resultado mostra desigualdades que o número absoluto não evidencia. O Kumon tem 1.668 unidades no país, o que corresponde a 0,78 por 100 mil habitantes, e essa média nacional varia de 1,64 no Distrito Federal a 0,16 em Alagoas, diferença de dez vezes. A Smart Fit tem 1.006 academias e média nacional de 0,47 por 100 mil habitantes, com 2,34 no Distrito Federal. A Chiquinho Sorvetes chega a 1,77 por 100 mil em Rondônia e fica em 0,03 em Alagoas, indício de que a expansão recente não acompanhou a distribuição da população.

O padrão comum às sete redes é a concentração paulista e a menor presença no Nordeste e no Norte. São Paulo tem 21,6% da população brasileira e responde por 32% a 38% das unidades de cada uma das redes medidas, enquanto o Nordeste tem a menor densidade em quatro das sete redes e o Norte, nas outras três.

Fonte: Próprias redes, IBGE. Calculado em 07/09/2026. 7 redes, 27 estados.

Quanto de cada mercado as redes de franquia ocupam por CNAE

24,8% Peso de Cacau Show, Kopenhagen e Brasil Cacau no varejo de doces e chocolates, excluídos os MEIs

A participação de mercado no varejo pulverizado brasileiro não pode ser medida por faturamento, que não é público por empresa, e uma alternativa é comparar contagem com contagem. Comparamos as unidades das maiores redes de franquia de cada ramo com o número de CNPJs ativos no CNAE em que elas atuam, o que indica quanto do estoque de estabelecimentos daquele mercado opera sob uma bandeira, com a ressalva de que se trata de comparação de estabelecimentos e não de vendas.

O varejo de doces e chocolates é o caso mais concentrado entre os medidos. Existem 35.493 CNPJs ativos no ramo, e as unidades das três maiores redes, Cacau Show, Kopenhagen e Brasil Cacau, equivalem a 16,1% desse total, proporção que sobe para 24,8% quando os microempreendedores individuais são excluídos, já que o MEI do ramo corresponde em geral a produção caseira e não a loja. Isoladamente, a Cacau Show responde por 13,3% do total e por 20,4% da base sem MEI. No ensino de idiomas o mercado tem 35.968 CNPJs ativos, dos quais 57,6% são MEI, e as unidades do Kumon equivalem a 10,7% da base sem MEI.

No extremo oposto estão os mercados em que a franquia tem participação mínima no total. O McDonald's equivale a 0,6% das 468.918 lanchonetes ativas no país, e os serviços pessoais são ainda mais dispersos, com 934.171 CNPJs em cabeleireiros, manicure e pedicure, dos quais 85,8% são MEI, e 374.640 em estética, com 78,9% de MEI. Onde o MEI predomina, o franchising concorre com um mercado formado por profissionais autônomos, e a comparação por contagem de CNPJ perde parte do sentido.

Fonte: Sebrae, Receita Federal do Brasil, ABF, Associação Brasileira de Franchising. Calculado em 07/09/2026. 16 subclasses.

16,6% das 440 redes de franquia com ao menos 30 CNPJs em mai/2023 recuaram mais de um terço até out/2026, parcela que cai a 2,3% quando só a baixa conta como saída

16,6% das 440 redes com ao menos 30 CNPJs ativos em maio de 2023 tinham, em outubro de 2026, estoque mais de um terço menor, pelo nome fantasia

A evolução das redes mede o estoque somado e as redes que hoje têm ao menos 30 CNPJs. Este indicador parte da fotografia inicial. Entre as 440 redes do universo com ao menos 30 CNPJs ativos em maio de 2023, 148 cresceram mais de 10% até outubro de 2026, 116 ficaram na faixa de 10% para mais ou para menos e 176 recuaram mais de 10%, das quais 73, ou 16,6% do conjunto, perderam mais de um terço do estoque. No período, o conjunto variou +4,5% e os ativos com nome fantasia da base geral, sem opção pelo MEI, +15,9%, pela amostra de 1%, e o conjunto, fechado na data inicial, não inclui as redes que ultrapassaram 30 CNPJs depois.

A contagem é por nome fantasia, e parte do recuo é efeito do cadastro. Quando voltam ao estoque os CNPJs que só alteraram a grafia, mudaram de CNAE ou ficaram sem nome, as redes com recuo acima de um terço passam de 73 para 63. Somados os CNPJs ativos com outro nome, passam a 43, e, quando só a baixa conta como saída, a 10, o que equivale a 2,3% do conjunto.

Nas redes que recuaram mais de um terço, 40,0% do estoque inicial segue com o nome, 26,8% foi baixado, 17,7% está inapto ou suspenso e 8,5% segue ativo com outro nome, e as entradas somam 11,2% do estoque inicial, ante 84,1% nas redes que cresceram. Das inaptidões e suspensões desse grupo, 64,4% surgiram no último intervalo, de out/2025 a out/2026.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 440 redes, 50.675 CNPJs ativos em maio de 2023.

Redes medidas reúnem 3,29% dos estabelecimentos ativos em 18 mercados com subclasse CNAE própria, contra 3,06% em maio de 2023, com ganho de espaço em 11 mercados e perda em 4

3,29% Dos 1.234.359 estabelecimentos ativos que nunca optaram pelo MEI, em 18 mercados, os que trazem a marca de uma rede medida, em outubro de 2026. Em maio de 2023, a parcela era de 3,06%

O número de unidades de uma rede não informa a parcela que ela ocupa no próprio mercado, porque os cadastros de franquia não oferecem denominador. O indicador usa como denominador todos os estabelecimentos ativos no Brasil na subclasse CNAE principal típica de cada categoria, em 18 mercados nos quais a subclasse representa o negócio, e conta os que trazem no nome fantasia a marca de uma das 509 redes medidas, na competência de outubro de 2026.

Essas subclasses somam 4.507.492 CNPJs ativos, dos quais 2.771.730 (61,5%) são MEI vigentes e 501.403 (11,1%) têm raiz que já optou pelo MEI e deixou o regime. Os dois grupos são apresentados à parte porque o nome fantasia é raro neles, e apenas 140 MEI têm o campo preenchido. Entre os 1.234.359 estabelecimentos restantes, 40.592 trazem a marca de uma rede medida, o que corresponde a 3,29%. A parcela é de 4,63% entre os que têm nome fantasia, de 2,40% com a inclusão dos que deixaram o MEI e de 0,92% sobre todos os CNPJs ativos, com o MEI vigente incluído.

A diferença entre mercados é ampla. A parcela chega a 17,52% em doces e bombons, mercado em que uma única rede responde por mais da metade do número, e a 17,18% em lavanderias, e fica em 0,58% em cabeleireiros e manicures. De maio de 2023 a outubro de 2026, o conjunto passou de 3,06% para 3,29%, e o resultado não é homogêneo. As redes ganham espaço em doces e bombons, lavanderias, farmácias de manipulação, óticas, lanchonetes, calçados, academias, padarias, vestuário, joias e bijuterias e farmácias sem manipulação e perdem em idiomas, estética, odontologia e cabeleireiros e manicures, e os outros 3 mercados ficam estáveis ou sem conclusão. O avanço se concentra até outubro de 2025, quando o conjunto chega a 3,33%, e nos doze meses seguintes a parcela recua em 7 dos 18 mercados.

O maior ganho ocorre em lavanderias, de 9,10% para 17,18%, e a coorte de redes com 5 ou mais CNPJs em maio de 2023 chega a 13,62%, de modo que o restante vem de redes menores naquela data ou surgidas depois. A maior perda ocorre em odontologia, de 5,49% para 2,93%, com os CNPJs de marca passando de 4.689 para 3.792 enquanto o total da subclasse sobe de 85.449 para 129.215. Por porte de município, a parcela é de 1,26% até 20 mil habitantes e de 3,64% acima de 500 mil.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 4.507.492 CNPJs ativos em 18 mercados, dos quais 2.771.730 MEI vigentes, 501.403 com MEI anterior e 1.234.359 nunca MEI, 40.592 destes com marca de rede medida.

O estoque das redes de franquia medidas variou +16,0% de mai/2023 a out/2026, com -1,6% no último ano, e 49,3% das redes cresceram

+16,0% Variação do estoque de CNPJs ativos das 509 redes medidas, de maio de 2023 a outubro de 2026, ou +4,4% ao ano

As fotografias do cadastro do CNPJ permitem medir o estoque de cada rede em datas passadas sem depender do que foi declarado na época. Com a mesma expressão de nome fantasia e os mesmos CNAEs do censo atual, as 509 redes medidas somavam 50.145 CNPJs ativos em maio de 2023 e somam 58.186 em outubro de 2026, variação de +16,0% em 41 meses. Na amostra da base geral, os estabelecimentos ativos com nome fantasia e sem opção pelo MEI variaram +15,9% no mesmo período.

No último intervalo, de out/2025 a out/2026, o estoque das redes variou -1,6%, ante +0,3% na amostra da base geral, intervalo em que 5,1% dos CNPJs das redes passaram a inaptos ou suspensos. Entre as 469 redes com ao menos 5 CNPJs na primeira fotografia, 49,3% cresceram mais de 10%, 24,3% ficaram estáveis e 26,4% recuaram mais de 10%. Por segmento, a variação vai de -9,3% em educação a +127,5% em academias e esporte.

O universo é o das redes existentes hoje, o que eleva o resultado, porque redes encerradas não entram. O estoque de cada rede por competência consta da respectiva ficha.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes medidas, 58.186 CNPJs ativos em outubro de 2026.

49,9% das redes declaram formato além da loja, com quiosque em 17,3% e home based em 14,4%

49,9% Parcela das 958 redes com formato declarado que oferecem algum além da loja, em 30 de outubro de 2026

A página de franquia de 958 das 1.789 redes lidas em 30 de outubro de 2026 declara ao menos um formato de operação. A loja aparece em 76,3% delas, e 50,1% oferecem somente esse formato, enquanto 49,9% declaram algum outro, com quiosque em 17,3%, home based em 14,4%, autosserviço em 8,0%, contêiner em 7,0% e escritório em 6,3%. O termo microfranquia é usado por 5,0% das redes, sempre como escolha de nomenclatura da própria rede.

Considerado o menor valor declarado para cada formato, a mediana vai de R$ 15.000 em online, com 5 redes, a R$ 250.000 em loja, com 415. A comparação dentro da mesma rede reduz o efeito da composição, e, na mediana da razão entre os dois valores, em 78 redes com quiosque e loja, o quiosque corresponde a 68,7% do valor da loja, em 25 redes com contêiner e loja, o contêiner corresponde a 84,7% do valor da loja e em 7 redes com autosserviço e loja, o autosserviço corresponde a 57,4% do valor da loja.

Fonte: Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 958 redes com formato declarado, de 1.789 com página lida.

Estados Unidos somam 83,8% dos processos de franquia estrangeira no INPI e 59,5% das marcas de rede

83,8% Parcela dos Estados Unidos nos 1.213 processos de franquia com cedente estrangeiro no INPI

O arquivo de contratos do INPI informa o país de cada cedente, o que permite situar a procedência das franquias que averbaram contrato no Brasil. Dos 1.467 processos de franquia registrados desde 1992, 1.213 têm cedente estrangeiro, distribuídos por 27 países, e 1.017 desses têm cedente nos Estados Unidos, o equivalente a 83,8% do acervo estrangeiro. Europa soma 150 processos, com Reino Unido, França e Itália à frente.

A contagem por marca altera a proporção. Nos processos com certificado, o texto permite identificar 121 marcas de rede com cedente estrangeiro, das quais 72 têm cedente nos Estados Unidos, ou 59,5%, contra 91,7% dos processos dessas mesmas redes. As redes dos Estados Unidos averbam em média 11,0 processos por marca, e as dos demais países 1,5. Burger King, KFC e Pizza Hut reúnem 406 processos, e fora dos Estados Unidos e do Brasil só alcança cinco processos com certificado WSI (Canadá, 6).

Os cedentes nacionais respondem por 254 processos, 17,3% do total, embora a averbação tenha servido sobretudo à remessa de royalties ao exterior. Uma só empresa, a Rio Doce, concentra 118 deles, e sem ela a parcela nacional fica em 10,1%. A série mostra 31,6% de cedentes nacionais de 1992 a 1999, 1,4% de 2010 a 2014 e 36,9% de 2015 a 2019, período em que a Rio Doce protocolou 118 processos. Entre os estrangeiros, a parcela dos Estados Unidos passou de 74,2% de 1992 a 1999 para 92,8% de 2020 a 2023. O perfil setorial também difere, com alimentação em 70,2% dos processos dos Estados Unidos e 23,3% dos europeus.

Fonte: INPI. Calculado em 30/10/2026. 1.467 processos, 1.213 com cedente estrangeiro.

48 redes de origem brasileira declaram presença no exterior, com Estados Unidos em 19 e Portugal em 18

48 Redes de origem brasileira que declaram presença no exterior, 2,7% das 1.789 lidas em 30 de outubro de 2026

A presença de redes brasileiras de franquia fora do país pode ser lida na página de franquia de cada rede, onde a própria rede a declara. Em leitura de 30 de outubro de 2026, 48 das 1.789 redes com página lida, ou 2,7%, declaram operação no exterior e têm origem brasileira conferida pelo nome, pela sede e pela história que publicam.

Essas redes citam 25 países. Alcançam cinco ou mais redes Estados Unidos com 19, Portugal com 18, Paraguai com 12, Espanha com 9 e Chile com 5, e 54,2% das redes citam um só país estrangeiro, enquanto 11 citam três ou mais. Por segmento, serviços e outros negócios reúne 20 dessas redes e alimentação, 11. Cada país com menos de cinco redes é apresentado em conjunto.

Fonte: Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 48 redes, de 1.789 com página lida.

Em setembro as redes de franquia abrem 20% mais unidades por dia útil do que na média do ano, e em janeiro, 23% menos

+20% Aberturas de unidades das redes por dia útil em setembro, em relação à média do ano, de 2015 a 2025, em 62.266 estabelecimentos

A data de início de atividade do cadastro do CNPJ permite observar em que mês do ano as redes de franquia registram novas unidades. O indicador conta 62.266 estabelecimentos, cada um correspondente a um CNPJ de 14 dígitos com a marca no nome fantasia, abertos de 2015 a 2025 nas 508 redes medidas com abertura no período, e calcula um índice por dia útil em que a média de cada ano é igual a 100.

O índice atinge 120 em setembro e 77 em janeiro. O período de agosto a novembro reúne 38,1% das aberturas, ante 33,6% dos dias úteis e 34,6% das aberturas dos demais estabelecimentos das mesmas atividades. Setembro ficou acima da média em 11 dos 11 anos, e janeiro em nenhum. O perfil de cada ano tem correlação média de 0,73 com o dos demais anos, com os menores valores em 2020 e 2025.

Nos demais estabelecimentos dos mesmos CNAEs, ponderados pela mistura de atividades das redes, a distância entre o maior e o menor mês é de 30 pontos, contra 43 nas redes, com índice de 109 em fevereiro e de 109 em setembro. O índice das redes supera o das demais atividades de setembro a novembro, de forma repetida em ao menos 9 dos 11 anos. Por segmento, há padrão estável em alimentação, saúde, beleza e bem-estar, serviços e outros negócios, moda e acessórios e alimentação, comércio e distribuição, com mês de maior registro em setembro e outubro. Em educação, academias e esporte e turismo e hotelaria, não há padrão estável de um ano para outro, e a página não atribui mês de pico a esses segmentos.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 508 redes, 62.266 estabelecimentos (CNPJ) abertos de 2015 a 2025.

Franquias de lavanderia têm a maior variação de CNPJs ativos entre as categorias de rede, com +152,9% de mai/2023 a out/2026, ante +16,0% no conjunto das redes medidas

+152,9% Variação do estoque de CNPJs ativos em lavanderia, a maior entre as 23 categorias comparáveis, de maio de 2023 a outubro de 2026, ou +31,2% ao ano

As fotografias do cadastro do CNPJ permitem medir o estoque de cada categoria de negócio em datas passadas, com a mesma expressão de nome fantasia e os mesmos CNAEs aplicados às redes em todas as datas. De maio de 2023 a outubro de 2026, o conjunto das 509 redes medidas passou de 50.145 para 58.186 CNPJs ativos, variação de +16,0%. Na amostra da base geral, os estabelecimentos ativos com nome fantasia e sem opção pelo MEI variaram +15,9% no mesmo período.

Das 23 categorias comparáveis, 13 têm estoque maior ao fim do período. A maior variação está em lavanderia, de 1.094 para 2.767 CNPJs, e a maior parcela de redes em crescimento está em farmácia de manipulação, com 100,0%. Nos últimos 24 meses, a razão entre aberturas e baixas é de 1,92 no conjunto e chega a 4,65 em lavanderia.

A tabela segue a ordem dos valores e reúne todas as categorias que atendem ao critério. O universo é o das redes em atividade hoje, o que eleva os resultados, e a coluna com as redes abaixo de 30 CNPJs mostra a sensibilidade a esse recorte.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 23 categorias comparáveis, 28.402 CNPJs ativos em outubro de 2026.

Ao menos 40,2% das 1.649 redes lidas têm tag de anúncio no site, e 30,3% não têm tag nem gerenciador no HTML

40,2% Parcela das 1.649 redes lidas com ao menos uma tag de anúncio visível no HTML, piso da medição, em 30 de outubro de 2026

A leitura do HTML público da página inicial e da página de franquia, feita em 30 de outubro de 2026, permite observar quais tecnologias de marketing as redes carregam em seus sites. Das 1.649 redes lidas, 58,9% usam Google Tag Manager, 20,4% têm Google Analytics 4 visível, 32,7% têm Meta Pixel, 16,0% têm tag do Google Ads e 3,3% têm TikTok Pixel. Somadas, as tags de anúncio aparecem em 40,2% das redes, e essa parcela é um piso, porque tag carregada pelo Google Tag Manager não aparece no HTML. Para dimensionar o efeito, 39 redes com GTM e sem tag de anúncio no HTML foram abertas em navegador sem interface, e em 24 delas a execução do JavaScript da página revelou tag de anúncio. Em 40 redes sem GTM e sem tag, o mesmo ocorreu em 5. As amostras indicam a direção do erro e não corrigem a parcela publicada.

O Google Tag Manager vai de 48,9% nas redes com até 9 CNPJs ativos a 93,2% nas redes com 200 ou mais, e a tag de anúncio visível vai de 37,6% a 49,2% nas mesmas faixas. Como o gerenciador oculta tags, a subestimação tende a ser maior nas redes maiores, e a comparação de tags por porte deve ser lida com essa ressalva. Por segmento, entre os que têm 50 redes ou mais, a tag visível vai de 33,5% em alimentação a 55,9% em moda e acessórios. Nas redes sem GTM e sem tag no HTML, 30,3% do total, a automação de marketing aparece em 5,4%, contra 25,0% nas redes com tag visível e 20,6% nas redes com GTM e sem tag visível, grupo indeterminado. No total, automação aparece em 17,8%, chat ou bot em 1,6%, botão de WhatsApp em 54,9%, banner de cookies em 24,1% e política de privacidade em 47,4%.

A Marktech, que mantém o observatório, é uma startup de tecnologia para marketing digital e atua no mercado aqui medido. Por esse conflito de interesse, a metodologia veda a classificação de mídia por marca, e os dados são publicados apenas em agregado, sem nome de rede e com mínimo de cinco redes por célula.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 1.649 redes lidas, de 1.829 na lista da coleta.

63,6% das redes de franquia em atividade tiveram a primeira unidade identificada a partir de 2010

63,6% das redes com ao menos 5 CNPJs tiveram a primeira unidade identificada a partir de 2010

O cadastro do CNPJ guarda a data de início de atividade de todo estabelecimento que usa a marca no nome fantasia, inclusive dos já encerrados. Com essas datas é possível situar no tempo a primeira unidade identificada de cada rede de franquia, medida que não depende do ano informado pela própria empresa. O indicador aplica esse procedimento às 1.494 redes do universo do observatório com ao menos 5 CNPJs.

A primeira unidade é de 2010 ou posterior em 63,6% das redes, com 46,6% na década de 2010 e 17,0% desde 2020, enquanto 5,2% são anteriores a 1990. A curva de redes que alcançam o quinto CNPJ passa de 75,2 por ano, de 2016 a 2020, para 77,8 por ano, de 2021 a 2025, com pico em 2020. O segmento de moda e acessórios tem a menor parcela a partir de 2010, 31,2%, e o de academias e esporte, a maior, 78,8%.

O conjunto reúne apenas redes em atividade, de modo que os números descrevem as sobreviventes, e não os nascimentos. Na classe 77.40-3, sem esse filtro, 68,5% das matrizes abertas de 2016 a 2020 seguiam ativas cinco anos depois. Entre as redes em atividade, as coortes antigas estão mais distantes do próprio pico de CNPJs ativos, com 32,6% das surgidas nos anos 1980 abaixo de metade dele, contra 11,4% das surgidas nos anos 2010.

A primeira unidade identificada aproxima o nascimento, com viés para datas recentes. Nas 338 redes que publicam o ano de fundação, a parcela a partir de 2010 é de 60,4% pela primeira unidade e de 51,5% pela fundação publicada, e as duas medidas caem na mesma década em 52,4% dos casos.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 1.494 redes em atividade, das 1.904 com CNPJ atribuído.

28,4% das redes de franquia têm palavra em inglês no nome, parcela que vai de 15,6% nas mais antigas a 31,9% nas mais novas

28,4% das redes de franquia têm ao menos uma palavra em inglês no nome da marca, pela lista declarada

O nome de marca é um dado público de cada rede e pode ser tabulado por década e por segmento. O indicador examina os nomes das 2.037 redes do universo do observatório, com uma lista declarada de palavras em inglês e de famílias de palavras, e os compara, por década da primeira unidade e por segmento, com o nome fantasia dos demais estabelecimentos das mesmas atividades.

Ao menos uma palavra em inglês aparece em 28,4% das marcas, parcela que chega a 31,6% com os empréstimos usuais, como pet, laser e studio. A lista inclui marcas das próprias redes, como Subway e Oakberry, que só poderiam aparecer de um lado da comparação. Sem esses 84 nomes próprios e sem a separação de palavras coladas, a parcela é de 21,6% nas redes, 2,1 vezes a dos demais estabelecimentos das mesmas atividades, de 10,1%. A retirada das 45 redes identificadas com contrato de cedente estrangeiro no INPI altera pouco a parcela geral, que fica em 28,1%. Por década, a parcela vai de 15,6% nas redes anteriores a 1990 para 30,6% nas dos anos 2010 e 31,9% nas surgidas desde 2020, sem alta contínua, porque os anos 1990 (25,4%) superam os anos 2000 (21,8%). Entre os segmentos, vai de 22,1% em moda e acessórios a 58,4% em academias e esporte.

A palavra mais frequente é Açaí, em 36 redes, seguida de Express, em 23, e de Pizza, em 20. As famílias de palavras têm frequência baixa. Casa aparece em 15 redes, Dr., Doutor ou Doctor em 27, e Mania em 6 redes. A família Express reúne 25 redes, e nenhuma das que têm década identificada é anterior a 2000.

Fonte: Receita Federal do Brasil, INPI. Calculado em 30/10/2026. 2.037 redes do universo, 1.494 com década de nascimento identificada.

Instagram aparece no site de 83,9% das 1.579 redes lidas, Facebook em 67,3% e TikTok em 16,3%

83,9% Parcela das 1.579 redes lidas com endereço de perfil no Instagram na página inicial ou na de franquia, em 30 de outubro de 2026

O site da rede é a declaração pública de onde ela mantém presença. Na leitura de 30 de outubro de 2026, das 1.579 redes lidas, 83,9% apontam perfil no Instagram, 67,3% no Facebook, 38,3% no YouTube, 29,3% no LinkedIn, 16,3% no TikTok e 9,1% no X. 14,2% não apontam nenhuma das seis redes e 49,5% apontam três ou mais.

A indicação de TikTok vai de 9,5% em serviços e outros negócios a 32,9% em moda e acessórios, e o Instagram vai de 79,8% nas redes com até 9 CNPJs ativos a 94,5% nas redes com 200 ou mais. A Marktech, que mantém o observatório, é uma startup de tecnologia para marketing digital e atua no mercado aqui medido. Por esse conflito de interesse, a metodologia veda a classificação de mídia por marca, e os dados são publicados apenas em agregado, sem nome de rede e com mínimo de cinco redes por célula.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 1.579 redes lidas, de 1.829 na lista da coleta.

Em 8 de 12 categorias de franquia, as unidades abertas de 2015 a 2020 seguem ativas em maior parcela que os demais estabelecimentos das mesmas atividades, entre redes existentes hoje, com 72,8% ativas em cinco anos no conjunto

8 de 12 Categorias em que as unidades das redes, abertas de 2015 a 2020, superam a comparação padronizada em cinco anos, com intervalo de confiança de 95% acima de zero

O cadastro do CNPJ permite acompanhar as unidades de cada categoria de negócio desde a abertura e compará-las com os demais estabelecimentos que exercem a mesma atividade e abriram no mesmo ano. No conjunto das 483 redes medidas com unidade aberta no período, 72,8% das 18.696 unidades abertas de 2015 a 2020 seguiam ativas cinco anos depois, contra 63,4% na comparação padronizada.

O recorte por categoria mostra quanto dessa diferença se sustenta quando a variação entre as redes de uma mesma categoria entra na conta. Das 12 categorias com intervalo de confiança robusto, que reúnem 7.436 unidades, 8 ficam acima da comparação, 4 não se distinguem dela e nenhuma fica abaixo. A parcela ativa em cinco anos vai até 87,8% em odontologia, e a maior distância para a comparação está em moda íntima, com 30,3 pontos percentuais.

O universo é o das redes em atividade hoje, o que eleva a parcela das redes, e a comparação é descritiva. A tabela segue a ordem dos valores e não constitui classificação de categorias.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 12 categorias, 7.436 unidades abertas de 2015 a 2020.

Redes levam mediana de 7,5 anos entre a fundação e o início da franquia, nas 78 que declaram as duas datas

7,5 anos Mediana entre a fundação e o início da franquia, em 78 redes que declaram as duas datas, em 30 de outubro de 2026

A data de fundação e o início da franquia não constam de cadastro público como tais, e a fonte aberta é a declaração da própria rede. Em 30 de outubro de 2026, 78 redes informam as duas datas na página lida, e o intervalo entre elas tem mediana de 7,5 anos (intervalo de 95% de 6,5 a 10), com metade entre 3 e 14 anos. Do total, 21,8% começaram a franquear em até 2 anos, 34,6% em até 5 anos e 37,2% depois de mais de 10 anos.

Por período de fundação, a mediana é de 31,5 anos nas fundadas até 1989, 13 anos nas fundadas de 1990 a 1999, 14 anos nas fundadas de 2000 a 2009 e 4,5 anos nas fundadas de 2010 a 2019. Parte da queda nas coortes recentes é efeito de construção, porque uma rede fundada em 2015 só entra na conta se tiver franqueado em até 11 anos, e o mesmo não se aplica às mais antigas. Na janela comum de até 10 anos, a mediana é de 8,5 anos nas redes fundadas antes de 2010 e de 4 anos nas fundadas de 2010 a 2016, diferença com p de 0,010 em teste de permutação, que aponta no sentido de início mais cedo, mas se apoia em 10 redes no grupo menor e constitui indício, sem base para afirmar a tendência. As redes fundadas de 2020 em diante não formam célula publicável.

O registro público permite conferir a data declarada apenas em parte. Em 347 redes com fundação declarada e cinco ou mais CNPJs atribuídos, a correlação de postos com o CNPJ mais antigo é de 0,56 (intervalo de 0,48 a 0,63), o CNPJ mais antigo fica a até 2 anos da data declarada em 36,0% dos casos e a até 5 anos em 51,9%. Nas 63 redes do intervalo com CNPJs suficientes, a distância absoluta mediana é de 5 anos, e em 28,6% delas o CNPJ mais antigo é mais de 2 anos posterior à fundação declarada, o que limita o uso do cadastro para datar a fundação de redes antigas. Em 31 redes com início da franquia declarado e CNPJ de franqueadora identificado, a abertura desse CNPJ fica a até 2 anos do início declarado em 54,8% dos casos, é mais de 2 anos anterior em 19,4% e mais de 2 anos posterior em 25,8%, com correlação de postos de 0,81 (intervalo de 0,60 a 0,91). A franqueadora nem sempre nasce com a franquia, e a coincidência é apenas parcial.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 78 redes com as duas datas, de 1.789 com página lida.

Aberturas de CNPJ nas 509 redes de franquia medidas variam -19,0% em 12 meses até set/2026, e as baixas, +4,4%

-19,0% variação das aberturas de CNPJ nas 509 redes medidas em 12 meses até set/2026, contra os 12 meses anteriores, e -16,5% em todo o universo de 1.904 redes

O cadastro do CNPJ registra a data de abertura e a de baixa de cada estabelecimento, o que permite acompanhar o fluxo das redes de franquia mês a mês. O indicador soma esse fluxo nas 509 redes medidas pelo observatório e compara os 12 meses mais recentes com os 12 anteriores, depois de medir quanto o registro dos meses recentes ainda muda.

De outubro de 2025 a setembro de 2026, as redes abriram 6.319 CNPJs e baixaram 3.710, contra 7.799 e 3.552 de out/2024 a set/2025. As aberturas recuam 19,0% e as baixas sobem 4,4%, de modo que a razão passou de 2,20 para 1,70 aberturas por baixa. As aberturas ficaram abaixo do mesmo mês do ano anterior em 11 dos 12 meses, e 308 redes abriram menos que no período anterior, contra 153 que abriram mais.

O recuo não decorre de atraso de registro. A fotografia do cadastro de outubro de 2025 já mostrava 99,0% das aberturas e 100,0% das baixas do mês anterior a ela, e 99,4% das aberturas dos 12 meses precedentes. Lida nessa mesma defasagem, a variação é de -18,1%. Dois efeitos do recorte pesam no número. O painel exige 30 CNPJs ativos hoje, o que deixa fora a rede nova ainda abaixo do piso, e em todo o universo de 1.904 redes a variação é de -16,5%. A contagem exige nome fantasia, e a queda do preenchimento nas mesmas atividades, de 68,2% para 65,1%, reduziria sozinha a contagem em cerca de 4,5%, o que levaria a variação das redes a cerca de -15,1%. Nos demais estabelecimentos com nome fantasia das mesmas atividades, as aberturas variaram +4,9% e as baixas, +3,2%. Fora da conta de baixas, as inaptidões e suspensões com data nos 12 meses somam 2.982, contra 195 na leitura equivalente de um ano antes, por atos administrativos da Receita Federal concentrados a partir de maio.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes medidas, 14.118 aberturas de CNPJ em 24 meses.

Regras e transparência

Teto da microfranquia está 24,6% abaixo do próprio critério

R$ 179.062 Teto que três vezes o PIB per capita de 2025 sustentaria, contra os R$ 135 mil adotados pela ABF

A microfranquia é o segmento de menor investimento do franchising brasileiro, e o que a delimita é um valor administrativo. A ABF trata como microfranquia o negócio de investimento inicial até R$ 135 mil, patamar em vigor desde 2023, e explica que esse corte corresponde a três vezes o PIB per capita do país. Como o critério é público, refizemos a conta com o dado oficial. O PIB per capita brasileiro apurado pelo IBGE para 2025 foi de R$ 59.687,49, de modo que três vezes esse valor dariam R$ 179.062, e não os R$ 135 mil em vigor.

A distância de 24,6% entre o teto praticado e o teto que o próprio critério sustentaria não é ocorrência isolada, já que o valor administrativo ficou abaixo da regra declarada em 12 dos 16 anos desde 2010. Segundo os valores divulgados pela ABF, o teto era de R$ 80 mil até 2016, passou a R$ 90 mil em 2017, a R$ 105 mil em 2021 e a R$ 135 mil em 2023, e cada reajuste entrou em vigor abaixo do critério daquele ano, em 6,6%, 18,4% e 12,9%, respectivamente.

O efeito varia conforme o estado, porque o mesmo teto nacional tem peso diferente em cada economia regional. Os R$ 135 mil equivalem a 1,1 PIB per capita no Distrito Federal e a 6,3 no Maranhão, de forma que um investimento equivalente a pouco mais de um ano de renda média em Brasília corresponde a mais de seis anos no Maranhão, sob a mesma classificação.

Fonte: IBGE, ABF, Associação Brasileira de Franchising. Calculado em 30/10/2026. 16 anos.

Pedidos de marca com serviços de franquia somam 14.993 em 2024, 3,29% do total

14.993 Pedidos de marca depositados em 2024 com serviços de franquia na especificação da classe 35, 3,29% de todos os pedidos

Quem pede o registro de uma marca no INPI informa a classe de produtos ou serviços que ela vai identificar e descreve, na especificação, as atividades protegidas. Na classe 35 da Classificação de Nice, a das atividades de negócios, a especificação pode incluir serviços de franquia, menção que indica a intenção de proteger a marca também para essa atividade. O inciso XIV do artigo 2º da Lei 13.966 de 2019 exige que a Circular de Oferta de Franquia caracterize a marca, com o número do registro ou do pedido protocolizado. O indicador conta, nos dados abertos de marcas do INPI, os pedidos com franquia na especificação da classe 35, por ano de depósito.

Foram 14.993 pedidos em 2024, contra 845 em 2010 e 142 em 2005. O crescimento supera o dos pedidos de marca em geral, já que a parcela dos pedidos com franquia passou de 0,66% em 2010 para 3,29% em 2024, depois de chegar a 4,01% em 2021, ano em que os pedidos somaram 15.054. De janeiro a agosto de 2025, últimos meses com a classificação publicada, foram 10.798 pedidos, 7,9% a mais que no mesmo período de 2024.

A participação de pessoas físicas entre os titulares também cresceu, de 7,1% dos pedidos em 2010 para 28,5% em 2024. Desde 2005, os titulares com domicílio em São Paulo respondem por 33.019 pedidos, seguidos dos de Minas Gerais, com 12.624, e do Paraná, com 12.282.

Fonte: INPI. Calculado em 12/10/2026. 109.652 pedidos, 2005 a 2024.

32,8% das franqueadoras têm registro de marca em vigor para serviços de franquia

32,8% Parcela das 622 franqueadoras com CNPJ publicado que são titulares de registro de marca em vigor com serviços de franquia na classe 35 da classificação de Nice

A marca é o principal ativo licenciado em um contrato de franquia, e o registro no INPI é o que dá ao titular o uso exclusivo dela no país. Os dados abertos de marcas do INPI informam o titular, a situação e as classes de cada processo, e o indicador cruza essa base com o CNPJ que cada rede do universo do observatório publica como franqueadora.

Das 622 franqueadoras com CNPJ publicado, 419 são titulares de ao menos um processo de marca, 67,4%, e 203 não têm nenhum processo em nome desse CNPJ. 60,9% têm registro em vigor e 46,1% têm registro em vigor na classe 35, a de serviços comerciais. Quando o critério é o registro em vigor cuja especificação cita serviços de franquia, a parcela cai para 32,8%. Entre as que têm marca, a mediana é de 6 processos por franqueadora, e o primeiro depósito mediano é de 2015.

A parcela com registro de franquia vai de 51,9% em educação a 23,3% em academias e esporte. A ausência de registro em nome do CNPJ publicado não indica falta de proteção da marca, que pode estar em nome de outra empresa do grupo, da indústria que abastece a rede ou da controladora estrangeira.

Fonte: INPI, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 622 franqueadoras, 12.174 processos de marca.

12 companhias abertas declaram 12.136 unidades no Brasil, 58,9% delas franqueadas

12.136 Unidades próprias e franqueadas declaradas por 12 companhias abertas em 30/06/2026

Companhias abertas publicam, nos relatórios trimestrais de resultados, a contagem de unidades próprias e franqueadas de suas redes, o que permite conferir o dado em documento entregue ao regulador. O indicador soma essas contagens para as 12 companhias que as declaram na mesma data, 30/06/2026. O total é de 12.136 unidades, com 7.143 franqueadas (58,9%) e 4.993 próprias.

A edição anterior reunia oito companhias, com 9.738 unidades e 67,5% de franqueadas na mesma data. Esta edição acrescenta Arcos Dorados, Localiza, Madero e Veste, e a parcela franqueada do conjunto é menor porque todas as companhias acrescentadas têm mais unidades próprias do que franqueadas. A diferença decorre da composição do conjunto, e não de recuo das redes.

A série trimestral permanece restrita às oito companhias. Nos doze meses até 30/06/2026, o saldo foi de 206 unidades próprias e 69 franqueadas a mais, e a parcela franqueada passou de 68,7% para 67,5%. Na posição mais recente de cada companhia, que mistura datas de 31/12/2025 a 30/06/2026, o perímetro chega a 20 companhias e 16.497 unidades, 67,5% franqueadas. Outras 4.567 unidades franqueadas pertencem a redes que não informam as próprias e ficam fora da soma.

Fonte: CVM, SEC dos Estados Unidos. Calculado em 30/10/2026. 12 companhias, posição de 30/06/2026.

Duas das dez redes com mais CNPJs ativos têm cadastro ativo no consumidor.gov.br

2 de 10 Redes com mais CNPJs ativos que têm cadastro ativo na lista de participantes da plataforma pública

O consumidor.gov.br é o canal público de resolução de conflitos mantido pela Secretaria Nacional do Consumidor, e a adesão de uma empresa é voluntária. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026 a plataforma registrou 3.909.371 reclamações finalizadas de 1.849 empresas, e a lista pública de participantes reunia 2.041 empresas em 18/10/2026, 1.938 delas ativas, com prazo de resposta, índice de solução e nota do consumidor medidos da mesma forma para todas.

O franchising tem presença reduzida na plataforma. Das dez redes com mais CNPJs ativos com a marca no nome fantasia, O Boticário e Óticas Carol têm cadastro ativo, Chilli Beans consta como desativada e as outras sete não constam da lista. Das 650 redes do universo conferidas nome a nome na base e na lista, 29 têm cadastro ativo atribuído com confiança alta e 616 não constam de nenhuma das duas. A ausência não indica irregularidade, porque nenhuma norma obriga a adesão, e várias dessas redes mantêm canais próprios de atendimento e operam por meio de franqueados com CNPJ independente.

O cadastro é por empresa, e não por rede. Os 32 cadastros atribuídos somam 47.614 reclamações na janela, 92,8% delas em cadastros de companhias que também vendem por internet, venda direta ou unidades próprias, de modo que o número descreve as empresas titulares das marcas, e não a operação franqueada isoladamente. A média da plataforma foi de 95,2% de índice de resposta, 6,3 dias de prazo, nota 2,40 de satisfação e 81% de reclamações consideradas resolvidas. Entre os cadastros atribuídos com 100 ou mais reclamações, o índice de resposta vai de 11,6% a 100,0%, amplitude que indica usos muito distintos da plataforma, e os dados de cada cadastro constam da ficha da rede.

Fonte: Senacon, Ministério da Justiça e Segurança Pública. Calculado em 30/10/2026. 650 redes conferidas nome a nome, 29 com cadastro ativo atribuído.

Quantos franqueados incluem a marca no nome fantasia do CNPJ

61% Aderência cadastral mediana entre 497 redes com localizador no site, contada na base inteira de CNPJ da Receita Federal

Ao abrir o CNPJ da unidade, o franqueado decide o que informar no campo de nome fantasia, e essa decisão determina se o estabelecimento pode ser localizado na base de dados abertos da Receita Federal em uma busca pela marca. Chamamos de aderência cadastral a proporção entre os CNPJs ativos que trazem a marca no nome fantasia e o número de unidades que a rede declara publicamente, e o indicador mede quanto de cada rede é visível em registro administrativo. Desde a versão 3.0, o denominador é o número de endereços que a própria rede lista no localizador do site, contado pelo observatório.

Entre as 497 redes com pelo menos 30 endereços listados, a mediana é de 61%, com metade das redes entre 36% e 89%. A aderência é maior em saúde, beleza e bem-estar, com mediana de 75%, e menor em turismo e hotelaria, com 26%. 78 redes ficam abaixo de 25%, em geral modelos em que a unidade não abre empresa própria ou opera dentro de outro negócio, e 75 têm mais CNPJs com a marca do que endereços no site, o que ocorre quando a lista está desatualizada, quando uma unidade mantém mais de um CNPJ ou quando estabelecimentos encerrados continuam ativos no cadastro.

Aderência baixa diz respeito ao preenchimento do cadastro e não ao tamanho da rede. Deixar de repetir a marca no nome fantasia é comum e legítimo, e ocorre quando o franqueado usa a razão social da própria empresa, quando registra o nome de uma holding familiar, quando a unidade opera dentro de outro CNPJ ou quando o modelo do negócio dispensa a abertura de empresa por ponto. Apenas 28% dos estabelecimentos ativos do país informam algum nome fantasia, de modo que o campo em branco é a situação mais frequente na base inteira.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 497 redes com pelo menos 30 endereços listados.

73 atos de concentração com redes de franquia passaram pelo CADE de 2015 a 2026

73 Atos de concentração com rede de franquia do universo do observatório entre as requerentes, em 6.620 editais do CADE de 2015 a 2026

Toda operação que atinge o critério de notificação da Lei 12.529/2011 recebe um edital do CADE, com as requerentes, a natureza da operação e o setor econômico. O indicador lê os 6.620 editais de atos de concentração publicados de 2015 até 22/10/2026 e identifica aqueles em que uma das requerentes é a empresa de uma rede de franquia medida pelo observatório, ou o grupo que a controla ou detém a máster franquia.

São 73 processos, 1,1% dos editais do período. O número passou de 26 operações até 2020 para 47 de 2021 em diante, enquanto o total de editais também cresceu, de 404 em 2015 para 866 em 2025. O segmento Serviços e outros negócios concentra 20 operações, seguido de Moda e acessórios, com 18. As redes com mais processos são Arezzo (8), Burger King (6), Smart Fit (5), CVC (4).

A aquisição de controle responde por 41 dos casos. A Superintendência-Geral aprovou sem restrições 68 operações, com mediana de 14 dias entre o edital e a decisão, e não conheceu 3. O Tribunal aprovou 1 com Acordo em Controle de Concentrações, o processo entre Localiza Rent a Car S. A. e Companhia de Locação das Américas, e 1 ainda não tinha decisão publicada na extração.

Fonte: Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 73 processos em 6.620 atos de concentração com edital publicado pelo CADE.

321 acórdãos do STJ tratam de contrato de franquia, 40% deles sobre tributos

321 Acórdãos identificados entre os 818.724 espelhos do STJ lidos, de 1997 a setembro de 2026

O Superior Tribunal de Justiça publica em dados abertos os espelhos de acórdãos, documento em que a Secretaria de Jurisprudência sistematiza ementa, referências legislativas e informações complementares. O indicador localiza nessa base os acórdãos sobre contrato de franquia e os separa por ano, por órgão julgador e por tema, com regras aplicadas ao texto. Foram identificados 321 acórdãos em 818.724 espelhos, 166 em órgãos de direito privado e 147 em órgãos de direito público.

A matéria mudou de perfil ao longo do período. Antes de 2015, 98 acórdãos tratavam de tributos e nenhum de arbitragem; de 2020 em diante são 16 e 24. O tema tributário concentra 40,2% do total, e 63 desses 129 acórdãos se referem à franquia postal, regime com disciplina própria. A rescisão aparece em 53 acórdãos, a anulação em 31 e a arbitragem em 28, dos quais 13 mencionam contrato de adesão na ementa.

A ementa de 42,4% dos acórdãos cita a Súmula 5 ou a Súmula 7 do tribunal, que vedam o reexame de cláusula contratual e de prova em recurso especial, o que limita a formação de tese nesses casos. Apenas 1 acórdão da base traz tema repetitivo. Entre os acórdãos que fixam entendimento citável, a relação abaixo transcreve trechos das ementas publicadas pela Corte, com número do processo e relator.

  • Arbitragem em contrato de adesão. “Todos os contratos de adesão, mesmo aqueles que não consubstanciam relações de consumo, como os contratos de franquia, devem observar o disposto no art. 4º, § 2º, da Lei 9.307/96” (REsp 1.602.076, Terceira Turma, rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/09/2016).
  • Arbitragem em contrato de adesão. “Não há cogitar-se de nulidade em razão da instituição de cláusula compromissória em contrato de franquia, uma vez que a proteção ao aderente já ocorre pela observância da formalidade prevista no artigo 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/1996” (REsp 2.131.001, Quarta Turma, rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 13/10/2025).
  • Arbitragem e Justiça do Trabalho. “a questão deve ser resolvida mediante aplicação da regra prevista no art. 313, V, do Código de Processo Civil de 2015, que determina a suspensão do processo quando a sentença de mérito depender da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente” (CC 184.495, Segunda Seção, rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 22/06/2022).
  • Circular de oferta. “A ausência de entrega da COF no prazo legal mínimo de 10 dias antes da assinatura do contrato e do pagamento da taxa de franquia impede o franqueado de exercer o direito de reflexão e análise das condições do negócio, configurando prejuízo na própria supressão desse direito” (AREsp 2.611.026, Quarta Turma, rel. Min. Raul Araújo, julgado em 09/03/2026).
  • Circular de oferta. “a anulabilidade prevista no art. 4º da Lei nº 8.955/94 não é absoluta nem automática, devendo ser interpretada em harmonia com os princípios da boa-fé objetiva, preservação dos contratos e ausência de nulidade sem demonstração de prejuízo” (AREsp 2.757.839, Quarta Turma, rel. Min. Raul Araújo, julgado em 16/03/2026).
  • Dever de informação e resolução. “Na resolução do contrato por inadimplemento, em decorrência da inobservância do dever anexo de informação, não se trata de anular o negócio jurídico, mas sim de assegurar a vigência da boa-fé objetiva e da comutatividade (equivalência) e sinalagmaticidade (correspondência) próprias da função social do contrato entabulado entre as partes” (REsp 1.862.508, Terceira Turma, rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, julgado em 24/11/2020).
  • Não concorrência. “é abusiva a cláusula de não concorrência estipulada sem limitação temporal e espacial, incorrendo em nulidade” (REsp 2.211.893, Quarta Turma, rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 09/02/2026).
  • Responsabilidade da franqueadora. “Cabe às franqueadoras a organização da cadeia de franqueados do serviço, atraindo para si a responsabilidade solidária pelos danos decorrentes da inadequação dos serviços prestados em razão da franquia” (REsp 1.426.578, Terceira Turma, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 23/06/2015).
  • Foro de eleição. “A cláusula de eleição de foro firmada em contrato de adesão de franquia é válida, desde que não reconhecida a vulnerabilidade ou a hipossuficiência do aderente ou o prejuízo no acesso à Justiça” (AgInt no AREsp 484.387, Quarta Turma, rel. Min. Raul Araújo, julgado em 25/10/2021).
  • Relação de consumo. “O contrato de franquia, por sua natureza, não está sujeito ao âmbito de incidência da Lei n. 8.078/1990, eis que o franqueado não é consumidor de produtos ou serviços da franqueadora, mas aquele que os comercializa junto a terceiros, estes sim, os destinatários finais” (REsp 632.958, Quarta Turma, rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 04/03/2010).
  • Marca. “o registro da marca perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) não lhe é condição de validade, bastando que o respectivo requerimento tenha sido realizado e a sua situação conste da Circular de Oferta de Franquia” (REsp 2.096.630, Quarta Turma, rel. Min. Maria Isabel Gallotti, julgado em 09/03/2026).
  • ISS. “Com a edição da LC 116/03, em vigor a partir de 01/01/2004, a atividade de franquia passou a ser expressamente prevista no item 17.08 da lista de serviços anexa, ficando, portanto, sujeita à tributação” (AgRg no AREsp 110.845, Primeira Turma, rel. Min. Teori Albino Zavascki, julgado em 13/03/2012).
  • ISS, tese do Supremo Tribunal Federal transcrita na ementa. “É constitucional a incidência de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) sobre contratos de franquia (franchising) (itens 10.04 e 17.08 da lista de serviços prevista no Anexo da Lei Complementar 116/2003)” (AgInt nos EDcl no AgInt nos EDcl no REsp 1.719.189, Primeira Turma, rel. Min. Paulo Sérgio Domingues, julgado em 05/06/2023).
  • ISS na franquia postal, tese repetitiva. “Os serviços postais e telemáticos prestados por empresas franqueadas, sob a égide da LC 56/87, não sofrem a incidência do ISS, em observância ao princípio tributário da legalidade” (REsp 1.131.872, Primeira Seção, rel. Min. Luiz Fux, julgado em 09/12/2009).

Fonte: Superior Tribunal de Justiça. Calculado em 30/10/2026. 321 acórdãos em 818.724 espelhos, de 1997 a setembro de 2026.

5 das 11 proposições sobre franquia empresarial em tramitação no Congresso tratam de tributo

11 Proposições sobre franquia empresarial em tramitação na Câmara e no Senado em 30/10/2026, entre 38 matérias identificadas desde 1987

As bases abertas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal registram 38 matérias legislativas sobre franquia empresarial apresentadas de 1987 a 2026, contando uma só vez a proposição que passou pelas duas casas. Até 30/10/2026, 11 estavam em tramitação, 23 estavam arquivadas ou encerradas sem virar lei e 4 foram transformadas em lei. Apenas duas das transformadas têm a franquia como objeto, o PL 318/1991, que originou a Lei 8.955/1994 e o PL 4386/2012, que originou a Lei 13.966/2019. As outras duas, a Lei Complementar 56/1987 e a Lei Complementar 157/2016, tratam do ISS e citam a franquia entre outros serviços. Dos temas, lei de franquia e contrato (15) e tributação (11) concentram 26 matérias, e 8 foram apresentadas depois da publicação da Lei 13.966/2019.

Das 11 em tramitação, 10 estão na Câmara e 1 no Senado. Entre elas, cinco são tributárias, sendo quatro sobre o ISS e uma sobre o PIS/Pasep e a Cofins. O PLP 163/2020 retira da competência municipal o imposto sobre o contrato de franquia, o PLP 127/2024 exclui da lista da Lei Complementar 116/2003 o subitem 17.08, "Franquia (franchising)", e o PLP 191/2024 acrescenta à Lei 13.966/2019 a não incidência sobre a remuneração periódica. No tema do contrato tramita somente o PL 3948/2025, que limita o aluguel da sublocação ao valor pago pelo franqueador ao proprietário, assunto também do PLS 273/2001 e do PL 6080/2009, ambos arquivados.

A Lei Complementar 214/2025, que institui o IBS e a CBS, não contém as palavras franquia, franchising, franqueado ou franqueador no texto compilado do Planalto consultado em 30/10/2026. O art. 3º, II, b, inclui no conceito de fornecimento o licenciamento e a cessão de bem imaterial, inclusive direito, e o art. 4º, § 2º, III, trata licenciamento, concessão e cessão como operação onerosa, sem referência ao contrato de franquia. No Senado, quatro emendas ao PLP 68/2024 com franquia na descrição pediram redução de alíquota, não incidência sobre royalties ou crédito presumido sobre a folha, e as quatro constam como prejudicadas. A Emenda Constitucional 132/2023, art. 22, II, a, revoga em 2033 o art. 156, III, da Constituição, que fundamenta o ISS. O observatório registra os textos e não avalia o mérito das propostas.

A franquia postal, regida pela Lei 11.668/2008, é contada à parte, com 17 matérias, 2 delas em tramitação. O termo microfranquia não aparece na ementa nem na indexação de nenhuma proposição das duas bases.

Fonte: Câmara dos Deputados, Senado Federal, Presidência da República. Calculado em 30/10/2026. 38 matérias de 1987 a 2026 nas duas casas, mais 17 de franquia postal à parte; posição em 30/10/2026.

46,7% das 1.789 redes com página lida publicam o investimento, 18,2% os royalties e 2,9% o prazo de contrato

46,7% Parcela das 1.789 redes com página lida que publicam o investimento inicial, em 30 de outubro de 2026

A lei de franquias exige a entrega da Circular de Oferta ao candidato e não obriga a rede a publicar condições comerciais no site, de modo que a publicação é uma escolha de cada franqueadora e a ausência do item na página não indica irregularidade. Para medir essa escolha, lemos em 30 de outubro de 2026 a página de franquia das redes do universo. Das 1.789 com página lida, 46,7% publicam o investimento inicial, 18,6% a taxa de franquia, 18,2% os royalties, 14,6% o fundo de propaganda, 19,3% a área mínima e 2,9% o prazo de contrato.

Entre as páginas lidas, 43,9% não trazem nenhum dos seis itens, 17,9% trazem três ou mais e 6 trazem os seis. A publicação do investimento vai de 30,4% em turismo e hotelaria a 58,3% em alimentação, comércio e distribuição, e, por porte, é de 40,0% nas redes com até 9 CNPJs ativos e de 64,8% nas redes com 200 ou mais CNPJs ativos.

O denominador contém apenas as redes cuja página foi efetivamente lida. Das 2.037 redes do universo, 1.789 tiveram a página lida e ficaram no denominador, e saíram 104 bloqueadas pelo robots.txt, das quais 101 vedam agentes de IA pelo nome, 37 sem texto utilizável, 54 sem resposta do servidor, 47 em que só a página inicial respondeu e 6 descartadas na revisão por valores em domínio de terceiro ou spam.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 1.789 redes com página lida, de 2.037 no universo.

69,9% das 1.513 páginas de franquia têm formulário, e 61,5% das redes com formulário publicam alguma condição comercial na página

69,9% Parcela das 1.513 redes com página de franquia lida que têm formulário no HTML, em 30 de outubro de 2026

A página de franquia é o ponto em que a rede recebe o candidato. Na leitura de 30 de outubro de 2026, das 1.513 redes com essa página lida, 69,9% têm formulário no HTML, 61,7% em código próprio do site e 10,2% em ferramenta externa, e 46,3% têm botão de WhatsApp. Ferramenta de automação de marketing aparece em 16,7% dessas páginas, 14,9% com RD Station, e chat ou bot em 1,5%.

Cruzando com o censo da oferta, das 1.039 redes com formulário e texto lido, 61,5% publicam ao menos uma condição comercial na página, sem exigir o preenchimento, e 50,6% publicam o investimento inicial. As demais 38,5% não publicam nenhum dos seis itens no texto lido. A própria página menciona a Circular de Oferta em 9,5% dos casos, traz perguntas frequentes em 14,1% e vídeo em 32,6%.

Das 1.649 redes lidas, 75,6% mantêm a página no domínio principal, 11,0% em subdomínio, 11,5% em domínio dedicado à franquia ou do grupo e 0,4% em domínio de consultoria ou terceiro. A Marktech, que mantém o observatório, é uma startup de tecnologia para marketing digital e atua no mercado aqui medido. Por esse conflito de interesse, a metodologia veda a classificação de mídia por marca, e os dados são publicados apenas em agregado, sem nome de rede e com mínimo de cinco redes por célula.

Fonte: Redes de franquia, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 1.513 redes com página de franquia lida, de 1.829 na lista da coleta.

ISS da franquia vai de 2% a 5% nas 21 capitais com norma lida

15 de 21 capitais com norma lida aplicam à franquia a alíquota máxima de ISS, de 5%

O contrato de franquia é serviço tributável pelo ISS, no subitem 17.08 da lista anexa à Lei Complementar 116/2003, e cada município fixa a alíquota dentro de limites nacionais, com mínimo de 2% (art. 8º-A) e máximo de 5% (art. 8º, II). A legislação de 21 das 27 capitais foi lida em site oficial até 30/10/2026. Dessas, 15 aplicam 5%, e as demais trazem 2% em Campo Grande, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo; 3% em Belo Horizonte e Porto Alegre. Somadas 21 outras cidades, entre as 50 maiores não capitais, são 42 municípios com norma lida, com 6 municípios a 2%, 7 a 3%, 1 a 4% e 28 a 5%, média simples de 4,21%, mediana de 5,0% e desvio-padrão de 1,17 ponto percentual.

Na página de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal, o Tema 300 tem o título "Incidência do ISS sobre os contratos de franquia", com o RE 603136 como caso paradigma, repercussão geral registrada em 03/09/2010 e trânsito em julgado em 30/09/2022. A justificação do PLP 163/2020, apresentado à Câmara dos Deputados em 10/06/2020, afirma que o tribunal, em maio daquele ano, "acabou por definir que a incidência do imposto é constitucional". O texto da tese não foi lido no portal do tribunal e não é transcrito nesta página.

A reforma tributária altera o horizonte desse imposto. A Emenda Constitucional 132/2023 extingue o ISS a partir de 2033, e a Lei Complementar 214/2025 incluiu na Lei Complementar 116/2003 o art. 8º-B, que reduz as alíquotas previstas nas legislações municipais vigentes em 31 de dezembro de 2028 em 10% em 2029, 20% em 2030, 30% em 2031 e 40% em 2032. O art. 127 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias prevê o IBS à alíquota municipal de 0,05% em 2027 e 2028, e a Lei Complementar 227/2026 institui o Comitê Gestor desse imposto. O texto compilado da Lei Complementar 214/2025 não cita o contrato de franquia, e o enquadramento do serviço cabe à regulamentação.

Fonte: Presidência da República, Supremo Tribunal Federal, Câmara dos Deputados, Câmara Municipal de Anápolis, SAPL, Prefeitura de Bauru, sistema jurídico, Secretaria Municipal de Finanças de Belém, SIAT, consulta de legislação e outras 43. Calculado em 30/10/2026. 21 das 27 capitais com norma lida, além de 21 outras cidades, de um total de 77 municípios pesquisados.

CNPJs ativos com o nome da marca equivalem a 50% das unidades que as redes declaram, e o localizador da própria rede, a 91%, em 538 redes

50% CNPJs ativos com o nome da marca como parcela das unidades declaradas, mediana de 538 redes, em outubro de 2026

O número de unidades que uma rede informa na página de franquia, as lojas listadas no localizador do mesmo site e os CNPJs ativos com o nome fantasia da marca medem coisas diferentes, e a comparação entre eles indica o alcance de cada fonte. Em 538 redes com 10 ou mais unidades declaradas, os CNPJs ativos em outubro de 2026 equivalem, na mediana, a 50% do número declarado (intervalo de 95% de 47% a 53%). Entre as 272 redes com 30 ou mais CNPJs, a razão é de 57%. Os dois números têm correlação de postos de 0,69, de modo que acompanham o mesmo porte em escalas diferentes.

Nas 403 redes com localizador coletado, o localizador equivale a 91% do declarado e os CNPJs, a 69% do localizador, o que separa as duas distâncias. A primeira compara duas informações da própria rede, com correlação de postos de 0,91. A segunda reflete, entre outros fatores, o limite da contagem por nome fantasia, porque unidades registradas sem esse campo ou com outro nome não entram. Em 20,1% das redes a razão entre CNPJs e declarado fica entre 0,8 e 1,25, em 48,5% fica abaixo de 0,5 e em 3,2% fica acima de 1,25.

A diferença pode decorrer da composição do número declarado, que pode somar lojas próprias e franqueadas, unidades vendidas e ainda não abertas, operações no exterior e outras marcas do grupo, e do registro, em que o franqueado pode manter CNPJ sem nome fantasia ou com nome próprio, MEI raramente preenche o campo e formatos sem ponto fixo ou de autosserviço não precisam de um CNPJ por unidade. O dado não permite separar essas causas de desatualização ou erro, e 71,6% dos trechos trazem um piso, como mais de 100 unidades. Na regressão com segmento e porte controlados, 1 das 8 marcas observáveis mantém diferença após a correção pelo número de testes, a de formato sem ponto fixo, autosserviço ou microfranquia (0,58 vez a razão das demais, intervalo de 0,44 a 0,76). Nas 198 redes sem nenhuma dessas marcas observáveis, a razão mediana é de 55%, de modo que as marcas observáveis respondem por pequena parte da diferença total, e o restante não tem causa identificada neste indicador.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 538 redes com 10 ou mais unidades declaradas, 403 delas com localizador coletado.

Onde ficam e quem opera as unidades

Aberturas das redes fora das capitais passam de 59,5% para 64,8% em dez anos

64,8% Parcela das aberturas de 2025 fora das capitais, nas 509 redes medidas, contra 59,5% em 2015

O cadastro do CNPJ registra o município de cada estabelecimento e a data em que ele começou a funcionar, o que permite acompanhar onde as redes de franquia abrem unidades. O indicador considera os estabelecimentos das 509 redes que têm ficha no observatório com o bloco da Receita Federal, identificados pela marca no nome fantasia e pelos CNAEs esperados para cada negócio, e compara a localização deles com a distribuição da população estimada pelo IBGE para 2025.

A parcela das aberturas fora das capitais passou de 59,5% em 2015 para 64,8% em 2025, com o maior valor da série em 2023, de 65,6%. A mudança se concentra a partir de 2020, quando a parcela subiu de 60,3% para 63,8%, e acompanha o avanço das aberturas em municípios de até 100 mil habitantes, que foram de 19,0% em 2015 para 22,1% em 2025, depois de atingir 24,1% em 2022. As redes, ainda assim, seguem mais concentradas que a população, já que 63,6% dos estabelecimentos ativos ficam fora das capitais, onde vivem 76,9% dos brasileiros, e 21,8% em municípios de até 100 mil habitantes, que reúnem 41,7% da população.

Saúde, beleza e bem-estar é o segmento com maior presença fora das capitais, com 72,8% dos estabelecimentos ativos, seguido de educação, com 68,7%, e de serviços e outros negócios, com 67,0%. Academias e esporte, com 51,8%, e alimentação, com 56,8%, são os segmentos mais concentrados nas capitais.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 2015 a 2025.

68,4% das unidades das redes de franquia ficam fora do estado da sede da franqueadora

68,4% Parcela das 30.511 unidades ativas das 274 redes com sede identificada que fica em estado diferente do da franqueadora

O cadastro do CNPJ informa o município de cada estabelecimento, o que permite comparar onde ficam as unidades de uma rede com o município da empresa franqueadora. O indicador faz essa comparação para as redes medidas pelo observatório cuja sede pode ser identificada com segurança, e mede a distância entre cada unidade e a sede pelo centro dos dois municípios.

Das 30.511 unidades ativas dessas 274 redes, 8,4% ficam no próprio município da sede e 31,6% no estado da sede. As demais, 68,4%, estão em outros estados. A distância mediana até a sede é de 487 km, 19,9% das unidades ficam a até 100 km e 74,6% a até 1.000 km. Em 195 das 274 redes, mais da metade das unidades está fora do estado de origem.

A parcela no estado da sede diminui com o tamanho da rede, de 36,3% nas redes de 30 a 99 unidades para 23,6% nas de 500 ou mais, e é maior nas redes mais novas, 39,0% nas que abriram a terceira unidade de 2015 a 2019, contra 25,8% nas que a abriram até 1999. Entre os segmentos, academias e esporte e alimentação, comércio e distribuição ficam mais perto da sede, com 48,6% e 45,9% das unidades no estado de origem, e serviços e outros negócios, mais longe, com 26,9%. Redes com sede no Nordeste, no Sul e no Centro-Oeste têm 82%, 79% e 75% das unidades fora do estado, contra 64% nas do Sudeste, onde o mercado do próprio estado é maior.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 274 redes com sede identificada, 30.511 unidades ativas.

Um em cada cinco estabelecimentos das redes de franquia fica em shopping center

21,2% Parcela dos estabelecimentos ativos das 509 redes medidas com endereço identificado como de shopping center

O endereço que cada estabelecimento declara no cadastro do CNPJ permite identificar boa parte das unidades instaladas em shopping centers, pelo nome do empreendimento, pela sigla LUC, de locação unitária comercial, ou pelo endereço compartilhado com unidades de outras redes. O indicador aplica esse critério aos estabelecimentos ativos das 509 redes que têm ficha no observatório com o bloco da Receita Federal.

São 12.362 estabelecimentos em shopping center, 21,2% do total. A presença varia muito entre os segmentos. Em moda e acessórios a parcela chega a 43,4% e em alimentação a 33,9%, enquanto em serviços e outros negócios fica em 6,3% e em educação em 1,4%. Entre as redes, a distribuição também é desigual, com mediana de 5,1% e 105 redes com metade ou mais dos estabelecimentos em shopping.

O resultado é um piso. O nome do shopping aparece no próprio endereço em apenas 4,9% dos estabelecimentos, e os demais são identificados pelo endereço compartilhado, de modo que unidades em empreendimentos com poucas redes medidas tendem a ficar de fora.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.378 estabelecimentos.

Dois terços das unidades de franquia pertencem a empresas do Simples Nacional

68,3% Parcela dos estabelecimentos ativos das 509 redes medidas que pertencem a empresas optantes do Simples Nacional

O cadastro do CNPJ informa, para cada empresa, o porte declarado e a opção pelo Simples Nacional, regime tributário disponível para quem fatura até R$ 4,8 milhões por ano. O indicador cruza essas informações com os estabelecimentos ativos das 509 redes que têm ficha no observatório com o bloco da Receita Federal e descreve a empresa que opera cada unidade, seja ela franqueada ou da própria rede.

Dois terços dos estabelecimentos, 68,3%, pertencem a empresas optantes do Simples Nacional. Pelo porte declarado, 59,9% são de microempresas, 24,9% de empresas de pequeno porte e 15,1% de empresas de porte maior. O microempreendedor individual não pode ser medido por essa contagem, porque as redes são identificadas pelo nome fantasia, campo que o MEI quase nunca preenche nos dados abertos do CNPJ. O empresário individual (natureza jurídica 2135), categoria mais ampla, que inclui o MEI mas não equivale a ele, responde por 4,8% dos estabelecimentos.

A participação do Simples vai de 52,6% em saúde, beleza e bem-estar a 83,1% em alimentação, comércio e distribuição. O cadastro mostra ainda que 20,5% dos estabelecimentos pertencem a empresas com duas ou mais unidades da mesma rede sob a mesma raiz de CNPJ, parcela que chega a 29,7% em turismo e hotelaria e a 27,7% em saúde, beleza e bem-estar.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.378 estabelecimentos.

2,12% das empresas das unidades de franquia contrataram crédito do BNDES desde 2015, acima do esperado pelo perfil

2,12% Parcela das empresas das unidades ativas das redes com ao menos uma operação de crédito do BNDES contratada de 2015 a agosto de 2026

O BNDES publica em dados abertos as operações de financiamento que contrata, diretamente ou por meio dos bancos repassadores, com o CNPJ do cliente, a data, o valor e a linha. O indicador cruza essas operações com as empresas que operam as unidades das redes acompanhadas pelo observatório e com as franqueadoras que publicam o CNPJ, e compara o resultado com o de empresas da mesma subclasse CNAE, porte e idade no cadastro da Receita Federal.

De 2015 a agosto de 2026, 1.155 das 54.517 empresas de unidades ativas contrataram ao menos uma operação, 2,12% do total, contra 1,51% esperado pelo perfil, o equivalente a 1,4 vez o esperado. A linha mais frequente é a de crédito para pequenas e médias empresas do BNDES Automático, e o valor mediano contratado por empresa é de R$ 120.000. A diferença é maior em educação, com 2,70% contra 1,10%, e menor em serviços e outros negócios, com 1,60% contra 1,48%.

Entre as franqueadoras com CNPJ publicado, 46 das 409 contrataram crédito no período, 11,3%, contra 3,7% esperado, com predomínio do financiamento de máquinas e equipamentos do BNDES Finame. A comparação é descritiva e não separa a demanda das empresas do critério de concessão dos bancos repassadores.

Fonte: BNDES, Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 54.517 empresas de unidades e 409 franqueadoras, contratações de 2015 a agosto de 2026.

52,7% das unidades ativas das redes abriram nos últimos cinco anos, contra 42,8% nas mesmas atividades

52,7% Parcela dos estabelecimentos ativos das redes medidas com data de abertura nos cinco anos anteriores a outubro de 2026

A data de início de atividade de cada estabelecimento no cadastro do CNPJ mostra há quanto tempo as unidades das redes de franquia estão abertas. O indicador mede a idade dos estabelecimentos ativos das redes medidas pelo observatório e a compara com a dos demais estabelecimentos ativos das mesmas atividades, excluídos os microempreendedores individuais e padronizada a mistura de atividades.

A idade mediana dos estabelecimentos das redes é de 4,7 anos. 52,7% abriram nos últimos cinco anos e 22,4% nos últimos dois, enquanto 22,4% têm dez anos ou mais. Nos demais estabelecimentos das mesmas atividades, as parcelas são de 42,8%, 20,8% e 34,3%. O segmento de academias e esporte tem a base mais recente, com 71,6% dos estabelecimentos abertos há menos de cinco anos, e o de turismo e hotelaria a mais antiga, com 27,5%.

A distribuição reflete a expansão das redes, que abrem unidades em ritmo maior que o conjunto das atividades, e também a composição do universo, formado por redes em atividade hoje. As duas leituras são compatíveis com a sobrevivência das unidades e com a série de aberturas e baixas.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.378 estabelecimentos ativos.

72,8% das unidades das redes seguem ativas cinco anos após a abertura, contra 63,4% nas mesmas atividades

72,8% Parcela das unidades das 483 redes medidas, abertas de 2015 a 2020, com cadastro ativo cinco anos depois da abertura

O cadastro do CNPJ registra a data de abertura de cada estabelecimento e a data em que ele deixou de estar ativo, por baixa, inaptidão ou suspensão. Com essas duas datas é possível acompanhar as unidades das redes de franquia desde a abertura e compará-las com os demais estabelecimentos que exercem a mesma atividade e abriram no mesmo ano. O indicador faz essa comparação para as unidades das 483 redes medidas pelo observatório com unidade aberta de 2015 a 2020.

Das 18.696 unidades acompanhadas, 85,1% seguiam ativas três anos depois da abertura e 72,8% cinco anos depois. Entre os demais estabelecimentos das mesmas atividades, com a mesma composição de atividade e ano de abertura, as parcelas são de 77,3% e 63,4%. A diferença aparece em todos os anos de abertura, de 6,4 a 9,1 pontos percentuais em três anos, e varia entre os segmentos. A maior distância está em alimentação, comércio e distribuição, com 74,9% contra 56,9% em cinco anos, e as menores em turismo e hotelaria e em serviços e outros negócios, com diferença de 0,9 e 1,2 ponto percentual, segmentos em que a comparação supera as redes quando só a baixa conta como encerramento.

Quando só a baixa conta como encerramento, critério mais restrito, as parcelas em cinco anos ficam em 76,4% nas redes e 71,4% na comparação. A comparação é descritiva. Ela não separa o efeito do modelo de franquia da seleção do ponto, do perfil do franqueado e do fato de o conjunto de redes ser o das que estão em atividade hoje.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 483 redes, 18.696 unidades.

3.033 dos 5.570 municípios brasileiros não têm estabelecimento ativo de rede medida no cadastro do CNPJ, e 228 receberam a primeira unidade desde 2023

3.033 Municípios sem estabelecimento ativo das 509 redes medidas no cadastro do CNPJ, de um total de 5.570. A ausência no cadastro não prova ausência real e não indica oportunidade de negócio

O cadastro do CNPJ informa o município de cada estabelecimento, o que permite identificar onde nenhuma das 509 redes medidas tem estabelecimento ativo com o próprio nome fantasia. Na competência de outubro de 2026, isso ocorre em 3.033 dos 5.570 municípios (54,5%), que somam 24,8 milhões de habitantes no Censo 2022, ou 12,2% da população. A medida descreve o cadastro. A ausência no cadastro não prova ausência real de unidade e não indica oportunidade de negócio: 382 desses municípios constam do localizador de ao menos uma rede medida, 166 têm estabelecimento ativo de rede do censo com menos de 30 CNPJs e 444 têm CNPJ ativo com nome de rede medida em outra atividade. Sem nenhum desses sinais restam 2.216 municípios, o que tampouco comprova ausência.

A ausência acompanha o porte. Atinge 94,8% dos municípios de até 5 mil habitantes, 49,3% dos de 10 mil a 20 mil, 17,0% dos de 20 mil a 50 mil e 7 dos 338 de 50 mil a 100 mil, e nenhum acima de 100 mil. Pelo PIB por habitante, com os quintos usados no indicador de presença por renda, a parcela vai de 68,8% no quinto mais pobre a 40,7% no mais rico, e dentro de um mesmo porte, entre os municípios de 10 mil a 20 mil habitantes, de 72,9% a 13,9%. Entre os estados com 20 municípios ou mais, a parcela vai de 15,2% (Rio de Janeiro) a 83,9% (Amazonas). Do total, 2.597 municípios nunca tiveram CNPJ atribuído às redes medidas, e 436 já tiveram, 90 deles com CNPJ hoje inapto ou suspenso, situação que não conta como ativa. Os maiores sem nenhum sinal em outra fonte são Viseu (PA), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Baião (PA).

Desde janeiro de 2023, 228 municípios receberam o primeiro CNPJ de rede medida, contadas todas as situações cadastrais, de modo que município com unidade anterior baixada não conta como entrada. Desses, 202 seguem com estabelecimento ativo. O ritmo é decrescente, com 144 primeiras entradas em 2021, 46 em 2025 e 29 em 2026, até a competência de outubro de 2026. As aberturas em municípios de até 50 mil habitantes caíram menos, de 1.227 para 923 CNPJs no mesmo intervalo, e, em 2025, 95,1% delas ocorreram em município que já tinha registro de rede medida. Entre as fotografias do cadastro de maio de 2023 e de outubro de 2026, 292 municípios passaram a ter estabelecimento ativo e 212 deixaram de ter.

Nos municípios de até 50 mil habitantes, chocolate (20,1%), odontologia (16,3%) e vistoria veicular (12,4%) reúnem 48,8% das primeiras unidades desde 2023. Em chocolate, uma única rede responde por mais da metade das primeiras unidades, de modo que a categoria reflete a expansão dessa rede. Comparadas às demais aberturas nesses municípios, vistoria veicular e farmácia têm parcela mais alta nas primeiras unidades, tanto de 2015 a 2022 quanto desde 2023.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 5.570 municípios, 509 redes, 228 municípios com primeira unidade desde janeiro de 2023.

60,4% dos CNPJs matriz de redes de franquia seguem sem baixa 10 anos após a abertura, ante 58,3% nas mesmas atividades, sem diferença estatística nesse prazo, depois de vantagem de 3,5 pontos aos 2 anos

60,4% dos CNPJs matriz das 507 redes medidas seguem sem baixa 10 anos após a abertura, pelo estimador de Kaplan-Meier, na competência de outubro de 2026

A sobrevivência das unidades acompanha as aberturas de 2015 a 2020 até o quinto ano. Este indicador estende a medida a toda a duração observável, com o estimador de Kaplan-Meier, que aproveita também o CNPJ ainda sem desfecho até a data de geração da base. Entre os 65.123 CNPJs matriz abertos desde 2010 nas 507 redes medidas, 96,1% seguem sem baixa em 1 ano, 90,6% em 2, 85,1% em 3, 76,0% em 5 e 60,4% em 10. A curva cruza a metade aos 15,4 anos, ante 14,3 anos nos demais estabelecimentos das mesmas subclasses, padronizados pela mistura de atividades e de anos de abertura das redes.

A diferença para os demais é de +2,4 pontos em 1 ano, +3,5 em 2, +2,9 em 5 e +2,1 em 10, neste último caso com intervalo de -0,5 a +4,5 pontos, que inclui o zero. O risco de baixa nas redes é de 3,9% no primeiro ano de vida, ante 6,3% nos demais, e de 5,7% no segundo, ante 7,1%. A partir do terceiro ano, as duas taxas ficam próximas, e o maior risco das redes ocorre no 3º ano, ao passo que o dos demais ocorre no 2º. A comparação direta entre as fotografias de maio de 2023 e outubro de 2026 confirma o padrão, com 5,5% de baixas ao ano no CNPJ com menos de 1 ano, ante 8,6% nos demais, e 6,3% entre 3 e 5 anos, ante 5,7%. Por segmento, a parcela em 5 anos fica acima da comparação em moda e acessórios e em academias e esporte e abaixo em serviços e outros negócios, com intervalo de 95% sem o zero, e os demais segmentos não se distinguem dela.

Entre os CNPJs baixados, o tempo mediano entre abertura e baixa voluntária passou de 5,1 anos em 2018 a 3,6 anos em 2025, movimento acompanhado pela idade do estoque, e varia de 1,6 anos em lavanderia a 7,8 anos em idiomas, entre as categorias com base suficiente. Em 12,0% das baixas de matriz com endereço comparável, outro CNPJ da mesma rede foi aberto no mesmo CEP e número até 12 meses antes ou depois, situação compatível com troca de titular sem fechamento do ponto. Com esses casos tratados como censura, a parcela sem baixa sobe a 78,0% em 5 anos e a 62,9% em 10.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 507 redes medidas, 65.123 CNPJs matriz abertos desde 2010, 16.712 baixas.

Os estabelecimentos das redes de franquia em Belo Horizonte têm área mediana de 68 m² no alvará, e, em 21 redes, 31,5% ficam abaixo da área mínima que a própria rede divulga

68 m² Área mediana declarada no alvará municipal, em 955 estabelecimentos (CNPJ de 14 dígitos) de 324 redes em Belo Horizonte

O Alvará de Localização e Funcionamento de Belo Horizonte registra a área utilizada de cada estabelecimento, informação ausente do cadastro do CNPJ. O indicador cruza esse registro, por CNPJ de 14 dígitos, com os 1.402 estabelecimentos ativos atribuídos às 427 redes presentes no município, dos quais 1.077 (76,8%) têm alvará vigente. Após o tratamento do campo, restam 955 estabelecimentos de 324 redes, com área mediana de 68 m² e metade dos casos entre 40 m² e 142 m². A mediana vai de 50 m² em alimentação a 299 m² em educação, e 65,8% dos estabelecimentos têm até 100 m².

O confronto com a área mínima que as próprias redes divulgam em suas páginas de oferta abrange 21 redes com 3 ou mais casos válidos, 178 estabelecimentos ao todo. Nesse conjunto, 31,5% declaram no alvará área inferior ao mínimo divulgado, 30,9% ficam entre o mínimo e menos que o dobro, e 37,6% alcançam o dobro ou mais. A mediana dos mínimos divulgados é de 40 m², e a das áreas no alvará, de 62 m². A parcela abaixo do mínimo é de 36,6% nos CNPJs abertos até 2022 e de 27,1% nos abertos desde 2023, e recua a 26,1% sem os pontos de até 15 m² das redes que também oferecem quiosque. A correlação de postos entre o mínimo divulgado e a mediana no alvará é de 0,33, de modo que o mínimo acompanha apenas em parte o tamanho dos pontos em operação. O mínimo descreve o formato ofertado hoje, e a diferença não indica descumprimento de regra da rede.

Nos demais estabelecimentos dos mesmos CNAEs no cadastro municipal, ponderados pela mesma mistura de subclasses, a mediana é de 60 m², ante 66 m² das redes, e a mediana das redes é superior em 7 de 8 segmentos. A diferença muda de sinal conforme a atividade. Entre 22 subclasses com número suficiente de casos, a mediana das redes é superior em 11 e inferior em 10, com extremos em serviços combinados de escritório e apoio administrativo (121,5 m² contra 25 m²) e em restaurantes e similares (57 m² contra 100 m²). Estabelecimentos em imóveis com 20 ou mais alvarás, aproximação de shopping e de grande edifício comercial, têm mediana de 47 m², contra 92 m² nos demais imóveis. Belo Horizonte reúne 1,9% dos estabelecimentos ativos das redes medidas, e os resultados descrevem esse município.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte, Receita Federal do Brasil, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 955 estabelecimentos (CNPJ de 14 dígitos) de 324 redes, em um único município.

Empresas que operam unidades de franquia declaram capital social mediano de R$ 60 mil

R$ 60 mil Mediana do capital social declarado por 45.529 empresas que operam estabelecimentos de 528 redes, contada por raiz de CNPJ em cada rede

O capital social é o valor que os sócios declaram no contrato social da empresa e que o cadastro do CNPJ registra. Não corresponde ao investimento na franquia nem serve de estimativa do custo de abertura de uma unidade ou de uma rede, porque não inclui taxa de franquia, instalação, estoque ou capital de giro, e pode não estar integralizado. O indicador descreve esse valor nas empresas que operam estabelecimentos atribuídos a 528 redes, contando cada raiz de CNPJ uma vez dentro de cada rede.

A mediana do capital declarado é de R$ 60 mil, com 1º quartil de R$ 30 mil e 3º quartil de R$ 110 mil, sobre 45.529 empresas. Na distribuição, 12,7% declaram até R$ 10 mil, 35,3% de R$ 10 mil a R$ 50 mil, 25,6% de R$ 50 mil a R$ 100 mil, 22,6% de R$ 100 mil a R$ 500 mil e 3,7% R$ 500 mil ou mais. Os valores são redondos e se acumulam em poucos pontos, entre eles R$ 100 mil (14,6%), R$ 50 mil (12,1%) e R$ 10 mil (8,7%), de modo que diferenças pequenas entre medianas têm pouco significado. Entre os segmentos, a mediana vai de R$ 30 mil em turismo e hotelaria a R$ 80 mil em academias e esporte.

Nos mesmos CNAEs e períodos de abertura, as demais empresas ativas com nome fantasia declaram mediana de R$ 30 mil, e a parcela com R$ 100 mil ou mais é de 24,8%, contra 40,9% nas empresas das redes. A mediana das redes supera a das demais empresas em 6 dos 8 segmentos, coincide em alimentação, comércio e distribuição e fica abaixo em turismo e hotelaria (R$ 30 mil contra R$ 40 mil). De 2012 a 2019, a mediana por ano de abertura fica a no máximo 9,8% do piso de 100 salários mínimos exigido da empresa individual de responsabilidade limitada, que passou de R$ 62,2 mil a R$ 99,8 mil, e é de R$ 60 mil em 2020, depois que a Lei 13.874/2019 admitiu a sociedade limitada de um só sócio sem esse piso. O movimento é compatível com essa regra, que o cadastro atual não permite isolar, e por isso a série não indica tendência de capitalização.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Presidência da República. Calculado em 30/10/2026. 528 redes, 45.529 empresas contadas uma vez em cada rede.

98,3% das empresas das unidades abertas em 2025 são sociedades limitadas, ante 86,0% em 2019, e 91,6% nas demais empresas das mesmas atividades

98,3% Parcela de sociedades limitadas, incluída a unipessoal, nas 6.685 empresas abertas em 2025 que operam unidades das redes medidas, sem contar o MEI

O cadastro do CNPJ informa a natureza jurídica da empresa que detém cada estabelecimento, o que permite observar sob que forma são constituídas as empresas que operam unidades das redes de franquia. O indicador considera 80.056 empresas, identificadas pela raiz do CNPJ, das 509 redes medidas, excluído o MEI, e as agrupa pelo ano de abertura da matriz.

Entre as empresas abertas em 2025, 98,3% são sociedades limitadas e 1,6% são de empresário individual. Entre as abertas em 2019, ano da Lei 13.874, que admitiu a sociedade limitada de um único sócio, as parcelas são de 86,0% e 10,4%. Nos mesmos CNAEs e anos, ponderados pela mistura de atividades das redes, o conjunto das demais empresas também registra alta das limitadas, de 72,9% para 91,6%, com empresário individual de 22,5% para 7,4%.

A tabela de naturezas da Receita Federal não tem código para a sociedade limitada unipessoal, registrada como limitada, de modo que a base não permite dizer quantas dessas empresas têm um único sócio. A alta das limitadas e a queda do empresário individual são compatíveis com a adoção dessa forma, sem que o dado a demonstre. A EIRELI, em vigor desde 2012, chega a 5,3% das empresas abertas em um ano e deixa de aparecer entre as abertas depois de 2021, quando a Lei 14.195 transformou as existentes em limitadas unipessoais.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Presidência da República. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 80.056 empresas (raiz de CNPJ), sem MEI.

Em 85,5% das unidades de franquia, a empresa operadora não tem outra unidade da mesma rede

85,5% Parcela das unidades de operadores (estabelecimentos ativos por CNPJ) das 477 redes com ao menos 30 unidades de operadores que pertencem a empresas sem outra unidade da mesma rede

A raiz de oito dígitos do CNPJ identifica a empresa que responde por cada estabelecimento. O indicador agrupa nessa raiz os estabelecimentos ativos que o censo do observatório atribui às redes, retira as raízes que correspondem à franqueadora ou a rede própria e descreve como as unidades restantes se distribuem entre as empresas operadoras, sempre em agregado e sem identificar nenhuma delas.

Nas 477 redes com ao menos 30 unidades de operadores, 85,5% das 53.305 unidades pertencem a empresas sem outra unidade da mesma rede, 10,6% a empresas com 2 a 4, 1,9% a empresas com 5 a 9 e 2,0% a empresas com 10 ou mais. A parcela em empresas com duas unidades ou mais é de 14,5%, vai de 7,2% em academias e esporte a 21,4% em saúde, beleza e bem-estar e sobe com o porte da rede, de 9,8% nas redes de 30 a 99 unidades a 25,6% nas de 500 ou mais.

Empresas com unidades de duas redes ou mais sob a mesma raiz somam 81, 0,14% dos operadores, e reúnem 336 unidades, 82% delas em moda e acessórios e alimentação. Um único par de redes atinge o mínimo de 5 empresas em comum adotado para publicação, Artwalk e Authentic Feet, com 7 empresas, redes do mesmo grupo empresarial. Esses números são um piso, porque a abertura de uma empresa por marca não aparece na raiz do CNPJ.

A parcela das aberturas feitas por empresa que já operava unidade da rede passou de 19,2% em 2005 para 21,7% em 2010 e 7,3% em 2025, trajetória que se repete nas redes com dez anos ou mais desde a primeira unidade (7,7% em 2025). O cadastro não permite separar uma redução efetiva da expansão por quem já é franqueado de uma adoção maior de uma empresa por unidade.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 477 redes, 53.305 unidades de operadores (estabelecimentos ativos por CNPJ).

8,5% dos estabelecimentos das redes de franquia estão inaptos no CNPJ, 99% deles por omissão de declarações, contra 14,1% nas mesmas atividades

8,5% Parcela de inaptos no cadastro do CNPJ entre os 97.276 estabelecimentos das 509 redes medidas, em qualquer situação, sem contar o MEI

O cadastro do CNPJ registra, para cada estabelecimento, a situação cadastral e o motivo dessa situação, informação relevante para a avaliação de um setor. O indicador apresenta essa distribuição para os 97.276 estabelecimentos, cada um correspondente a um CNPJ de 14 dígitos, atribuídos às 509 redes medidas, em qualquer situação, e a compara com a dos demais estabelecimentos dos mesmos CNAEs e anos de abertura. A publicação é feita apenas por segmento.

Do total, 58,1% estão ativos, 8,5% inaptos, 0,6% suspensos e 32,8% baixados. Nos demais estabelecimentos, ponderados pela mesma mistura de atividade e idade, as parcelas são de 49,2%, 14,1%, 0,6% e 36,0%. Entre os estabelecimentos não baixados, a parcela de inaptos é de 12,6% nas redes e de 22,1% nos demais. Por segmento, a parcela de inaptos das redes é inferior à dos demais em 5 dos 6 grupos; em educação, é de 16,5%, ante 14,8%.

A omissão de declarações é o motivo de 99,1% das inaptidões nas redes e de 99,5% nos demais estabelecimentos. Essa situação decorre da falta de entrega de obrigações acessórias pela empresa titular do CNPJ por no mínimo 90 dias, conforme o art. 81 da Lei 9.430/1996, e não equivale a encerramento nem a infração da rede, pois o CNPJ pertence à empresa que opera a unidade, e o registro pode corresponder a um negócio já desativado sem baixa formal. Entre as baixas, 91,3% têm como motivo a extinção por encerramento de liquidação voluntária e 5,0% a incorporação. Entre as suspensões, 76,9% decorrem de interrupção temporária das atividades.

Fonte: Receita Federal do Brasil, Presidência da República. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 97.276 estabelecimentos (CNPJ), sem MEI, publicação só por segmento.

Para cada 100 baixas de CNPJ nas redes de franquia, 29 estabelecimentos deixam a marca e seguem ativos com outro nome

1,6% CNPJs das redes medidas que, ao ano, seguem ativos com outro nome fantasia e sem a marca, de maio de 2023 a outubro de 2026, ante 5,7% ao ano de baixas

A contagem de baixas não registra o estabelecimento que deixa de usar a marca de uma rede e continua ativo no mesmo CNPJ. A comparação de 3 fotografias do cadastro, de maio de 2023 a outubro de 2026, acompanha cada CNPJ de 14 dígitos atribuído às 509 redes medidas e identifica 3.067 casos desse tipo, o equivalente a 1,6% ao ano. No mesmo período, a taxa de baixa é de 5,7% ao ano, de modo que há 29 saídas com nome novo para cada 100 baixas.

Entre as 18.874 saídas observadas, 55,9% são baixas, 27,3% são inaptidões ou suspensões, 0,5% passam ao nome de outra rede do universo e 16,2% seguem ativas com nome novo, parcela que sobe a 22,4% sem as inaptidões e suspensões. Estas variam entre os intervalos (1,7% de mai/2023 a out/2025, 5,1% de out/2025 a out/2026), em movimento que também se observa na base geral (2,4%, 7,8%, na mesma ordem), o que altera a composição das saídas. Na amostra da base geral, 99,9% das inaptidões do último intervalo têm data a partir de maio de 2026. Por segmento, a taxa varia de 0,9% ao ano em alimentação, comércio e distribuição a 2,4% ao ano em serviços e outros negócios. Em 28,5% dos casos de nome novo, o CNPJ também passou a ter CNAE principal fora dos esperados para a rede. Com a mesma regra de comparação de nomes, a mudança de nome atinge 1,8% ao ano nos estabelecimentos das redes e 1,2% ao ano na amostra da base geral.

A mudança do nome fantasia é um registro cadastral. A base não informa o motivo da mudança nem a situação do contrato, e a página publica apenas agregados por segmento.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes medidas, 18.874 saídas de CNPJ entre 3 fotografias do cadastro.

Redes de moda e acessórios dividem o mesmo CEP com frequência 3,7 vezes maior que a esperada

3,7 vezes Coocorrências por CEP entre redes de moda e acessórios em relação ao esperado pelo tamanho das redes, pelo município e pela concentração de redes em cada CEP

O endereço de cada estabelecimento no cadastro do CNPJ permite verificar quais redes de franquia ocupam os mesmos lugares. O indicador conta, para os 140.185 pares formados pelas 530 redes com 30 ou mais unidades ativas, em quantos CEPs as duas redes têm unidade, e compara essa contagem com a esperada pelo tamanho de cada rede, pelos municípios em que ela está e pela concentração de redes em cada CEP. Dos 37.119 pares com ao menos uma coocorrência, 8.414 têm 5 ou mais, e 3.817 superam o que o acaso explicaria.

A vizinhança se concentra em centros comerciais. Em 83,5% das 153.948 coocorrências as duas redes estão no mesmo shopping, galeria ou aeroporto, embora 29,1% das unidades medidas estejam nesses locais, e em 15,3% as duas estão fora deles. Dentro do município, a escolha de qual centro comercial pouco diferencia as redes. O lift mediano entre os 7.472 pares com 5 ou mais desses locais em comum é de 1,21, e 5 pares mostram preferência pelo mesmo local acima do acaso.

Entre os segmentos, as redes de moda e acessórios dividem CEP entre si com frequência 3,67 vezes maior que a esperada, e o cruzamento mais forte é o de alimentação com moda e acessórios, com 2,25. Educação, academias, serviços e turismo ficam abaixo de 1 com todos os segmentos, o que indica unidades mais espalhadas, embora parte disso venha da ausência em centros comerciais, já que educação passa de 0,43 para 1,36 no recorte de rua. Os pares mais fortes do mesmo segmento são Intimissimi e Maria Filó (20 CEPs, lift de 24,7), Calzedonia e Dudalina (17 CEPs, lift de 25,6) e Intimissimi e New Era (32 CEPs, lift de 21,4), e entre segmentos diferentes, Johnny Joy e New Era (20 CEPs, lift de 17,1), Intimissimi e Yogoberry (10 CEPs, lift de 21,6) e Biscoitê e Dudalina (16 CEPs, lift de 17,3). Fora desses locais, entre os pares do mesmo segmento com 10 ou mais CEPs, os mais fortes são Instituto Visão Solidária e Óticas Diniz (25 CEPs, lift de 10,7) e Óticas Carol e Óticas Diniz (56 CEPs, lift de 6,7).

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 530 redes com 30 ou mais unidades, 140.185 pares possíveis, 8.414 com 5 ou mais coocorrências.

CNPJs de redes de franquia são baixados com 3,6 anos na mediana, contra 6,1 nas mesmas atividades, diferença que vem sobretudo da idade do estoque

3,6 anos é o tempo mediano entre a abertura e a baixa voluntária de CNPJs das redes medidas, de 2021 a 2025

A sobrevivência das unidades acompanha os estabelecimentos desde a abertura. Este indicador parte do outro extremo, as baixas registradas no cadastro do CNPJ, e pergunta quanto tempo o estabelecimento tinha ao ser baixado e em que mês e ano isso ocorreu, nas 509 redes medidas pelo observatório.

De 2021 a 2025, as 13.834 baixas voluntárias ocorreram com tempo de vida mediano de 3,6 anos, contra 6,1 anos nos demais estabelecimentos das mesmas atividades. 61,5% tinham menos de 5 anos, ante 45,0% na comparação. A diferença não indica fechamento mais precoce. O estoque das redes é mais jovem, e, quando a taxa dos demais é aplicada à estrutura de idade das redes, a mediana esperada é de 3,1 anos, contra 3,6 observados na mesma medida. As redes registram 92 baixas para cada 100 esperadas, com intervalo de 95% de 85 a 99, que não inclui o 100, razão que vai de 46 em academias e esporte a 116 em serviços e outros negócios. Nas saídas de qualquer tipo, são 67 para cada 100 esperadas, porque a inaptidão pesa mais nos demais estabelecimentos.

A taxa anual de baixa nas redes é de 5,6% até 1 ano de idade, ante 8,0% na comparação, de 7,0% ante 7,1% de 2 a 4 anos, de 5,3% ante 5,1% de 5 a 9 anos, e de 3,4% ante 3,3% com 10 anos ou mais. A diferença de risco concentra-se nos dois primeiros anos, como na duração das unidades, e depois as taxas ficam próximas. O segmento de serviços e outros negócios tem o menor tempo de vida mediano, 2,7 anos, e o de educação, o maior, 5,8 anos. O calendário é fraco. O índice mensal varia de 87, em abril, a 111, em dezembro, e a correlação média entre os anos é de 0,38, abaixo do mínimo de 0,5 adotado pelo observatório para afirmar um padrão mensal. O segundo semestre fica acima do primeiro em 9 de 11 anos, e nenhum segmento atinge o critério.

Fonte: Receita Federal do Brasil. Calculado em 30/10/2026. 509 redes medidas, 13.834 baixas voluntárias de 2021 a 2025.

São Paulo tem 4.759 CNPJs ativos das 509 redes de franquia medidas, e os 10 municípios com mais CNPJs reúnem 26,7% do total

4.759 CNPJs ativos das 509 redes medidas em São Paulo, o município com a maior contagem do país, e não lojas abertas

O indicador ordena os municípios brasileiros pelo número de unidades de redes de franquia, entendidas como os CNPJs ativos que o censo do observatório atribui às 509 redes medidas, e pela densidade dessas unidades por 100 mil habitantes, em seis faixas de população. A comparação por faixa evita que a contagem reflita apenas o tamanho da cidade e que a densidade seja liderada por municípios muito pequenos.

São Paulo lidera com 4.759 unidades, seguida de Rio de Janeiro, com 3.263, e Brasília, com 1.850. Os 10 municípios com mais unidades reúnem 26,7% do total e 16,5% da população. As redes medidas têm unidade em 2.537 dos 5.571 municípios.

Em densidade, o país tem 27,4 unidades por 100 mil habitantes. Entre os municípios de mais de 1 milhão de habitantes, Goiânia tem a maior densidade, de 72,4. Nas faixas seguintes, os primeiros são Florianópolis (SC), com 80,3, Barueri (SP), com 80,0, Balneário Camboriú (SC), com 109,4, e Itapema (SC), com 87,1. Entre os municípios de até 50 mil habitantes com 10 ou mais unidades, Armação dos Búzios (RJ) tem 98,8.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 58.377 CNPJs ativos, 5.571 municípios.

População, PIB per capita, estado e posição metropolitana explicam 87% da variação de unidades entre os municípios, e Niterói tem 2,9 vezes o esperado

87% Parcela da variação das unidades entre os 682 municípios de 50 mil habitantes ou mais explicada pelo modelo, fora da amostra e em escala logarítmica

O número de unidades de redes de franquia em um município depende em grande parte de quantos habitantes ele tem, de sua produção por habitante, do estado em que está e de sua posição em relação à região metropolitana. O indicador estima, para cada um dos 682 municípios de 50 mil habitantes ou mais, quantas unidades seriam esperadas com base nesses quatro elementos, e compara o resultado com os CNPJs ativos das 509 redes medidas. O resultado mede presença de redes em relação ao padrão nacional e não indica oportunidade de negócio, demanda ou saturação.

Fora da amostra, o modelo explica 87% da variação em escala logarítmica, com erro relativo mediano de 27,8%. Só com a população, a parcela explicada é de 66% e o erro chega a 44,1%. Em números absolutos, as maiores diferenças para cima estão em Rio de Janeiro (RJ), com 3.263 unidades para 2.652 esperadas; Brasília (DF), com 1.850 unidades para 1.304 esperadas e Goiânia (GO), com 1.088 unidades para 658 esperadas, e as maiores para baixo em São Paulo (SP), com 4.759 unidades para 5.389 esperadas; Manaus (AM), com 576 unidades para 888 esperadas e Porto Alegre (RS), com 558 unidades para 828 esperadas. Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Manaus e Porto Alegre ficam dentro do intervalo de previsão de 90%, sem distinção estatística, e Goiânia fica acima do intervalo de previsão de 90%. Grandes cidades concentram as maiores diferenças em unidades e têm intervalo de previsão proporcionalmente amplo, de modo que a leitura é feita dentro de cada faixa de população.

Em termos relativos, entre os municípios de 100 mil habitantes ou mais com ao menos 20 unidades esperadas, Niterói (RJ) tem a maior razão, de 2,91 vezes o esperado, e Sabará (MG) a menor, de 0,21. Mantidos população, PIB per capita e posição metropolitana, o nível de presença fora das capitais é mais alto em Mato Grosso (1,70), Goiás (1,50) e Santa Catarina (1,46) e mais baixo em Ceará (0,60), Sergipe (0,59) e Amazonas (0,18), em relação à média nacional, entre os estados com ao menos 10 municípios de 20 mil habitantes ou mais fora da capital. Acre, Amapá, Roraima e Tocantins têm base menor e constam só da tabela, com o número de municípios ao lado. O desvio é persistente, com correlação de 0,84 entre os desvios de 2023 e os de 2026, e não depende de redes específicas, com correlação de 0,67 entre duas metades sorteadas das redes. Ao todo, 46 municípios ficam acima e 24 abaixo do intervalo de previsão de 90%, proporção próxima dos 10% que ficariam fora do intervalo mesmo com o modelo correto, e por isso a contagem de municípios fora do intervalo não constitui, por si, um achado.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 682 municípios de 50 mil habitantes ou mais, 509 redes, 51.497 unidades ativas.

Municípios de até 50 mil habitantes têm 11,8% dos CNPJs ativos das 509 redes de franquia medidas e 30,5% da população, e 12 redes têm ali mais da metade dos CNPJs

121 Redes medidas com 10 ou mais unidades em municípios de até 50 mil habitantes, de um total de 509

O cadastro do CNPJ informa o município de cada estabelecimento, o que permite identificar as redes de franquia presentes em municípios de até 50 mil habitantes. O Brasil tem 4.889 municípios nessa faixa, onde vive 30,5% da população e estão 11,8% dos 58.377 CNPJs ativos das redes medidas, chamados aqui de unidades. Há unidade dessas redes em 1.862 deles.

Das 509 redes medidas, 121 têm 10 ou mais unidades nesses municípios. Em 12 delas, a faixa reúne mais da metade das unidades, e a parcela mais alta é a de Agility Telecom, com 71,0%. Em números absolutos, as maiores contagens são de Cacau Show, com 895 unidades; O Boticário, com 579 unidades e OdontoCompany, com 465 unidades. A parcela varia entre os segmentos, de 19,8% em saúde, beleza e bem-estar a 3,0% em academias e esporte. Em alimentação, comércio e distribuição, Cacau Show responde por 895 dos 990 CNPJs.

A tabela está ordenada pela parcela de unidades em municípios de até 50 mil habitantes e informa o investimento que a própria rede declara, disponível em 51 das 121 redes. A lista descreve onde as unidades estão registradas, sem avaliar as redes nem indicar adequação a cidades pequenas.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE, Redes de franquia. Calculado em 30/10/2026. 509 redes, 6.880 unidades em 1.862 municípios de até 50 mil habitantes.

44,6% das redes de franquia com CNPJ publicado têm sede no estado de São Paulo, e 49,0% das unidades ficam fora da região da sede

44,6% das redes que publicam o CNPJ da franqueadora têm sede no estado de São Paulo, que reúne 21,6% da população

Parte das redes de franquia publica no próprio site o CNPJ da franqueadora, e o cadastro da Receita Federal informa o município desse estabelecimento. O indicador usa esse dado para descrever onde as redes estão sediadas, em relação à população, e para onde vão as unidades de cada região, em complemento ao raio de expansão das redes, que mede a distância entre cada unidade e a sede.

Das 648 redes com sede identificada, 289 estão no estado de São Paulo, o equivalente a 44,6%, contra 21,6% da população, 36,8% das unidades locais da classe 77.40-3 e 26,5% das unidades das redes medidas, e a capital paulista sedia 122 delas, ou 18,8%. A média nacional é de 3,0 redes por milhão de habitantes, com 7,1 em Santa Catarina, a maior entre os estados com ao menos 5 redes. As capitais reúnem 43,2% das sedes. Fora delas, São José do Rio Preto concentra 23 redes, número superado apenas por São Paulo e Rio de Janeiro e igual ao de Curitiba, e Balneário Camboriú chega a 72,5 redes por milhão de habitantes, contra 10,2 na capital paulista.

Nas 234 redes medidas com sede conhecida, 49,0% das 31.466 unidades ativas ficam em região diferente da sede. O Nordeste tem 26,8% da população, 17,9% dessas unidades e 7,6% das sedes. Na região, 87,7% das unidades pertencem a redes sediadas em outras regiões, e 72,2% das redes sediadas no Sudeste têm ao menos 5 unidades nordestinas.

Fonte: Receita Federal do Brasil, IBGE. Calculado em 30/10/2026. 648 redes e 607 CNPJs de franqueadora, em 178 municípios.

Como ler este anuário

O anuário não traz ranking de redes, nota nem recomendação. Contagem de estabelecimentos é um piso da rede identificável no cadastro, e valores declarados pelas redes não foram apurados pelo observatório, conforme a metodologia. O total de referência da edição é de 58.378 estabelecimentos ativos nas 509 redes medidas. Indicadores com recorte próprio apresentam totais próximos e declaram a diferença, como a série comparável de evolução, que aplica os mesmos critérios a todas as competências, e os recortes que exigem endereço ou município válidos. A contagem de municípios segue a malha do IBGE e, em alguns indicadores, considera o Distrito Federal como unidade adicional. As informações podem ser utilizadas livremente, com citação do observatório, e os arquivos de cada indicador estão disponíveis sob licença CC BY 4.0. As retificações ficam em correções.

Citação sugerida

Franquias em Dados. Anuário das franquias no Brasil 2026. Marktech, 30/10/2026. Disponível em https://www.marktech.tech/franquias/anuario-2026/.

Mantido pela Marktech, que atende redes e franquias. As marcas citadas pertencem aos seus titulares e são mencionadas aqui apenas para identificar a rede de que o dado trata.